
Como medida contra os altos valores na tarifa de energia em Mato Grosso do Sul, foi criado o movimento popular “Energia Cara Não”, que está organizando um abaixo assinado por meio de redes sociais e formulários impressos em postos de coletas por todo o Estado. O documento, depois de concluído, será encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a tomada de providências.
O idealizador, Venício Leite, morador de Campo Grande, criou o movimento porque teve um aumento excessivo na conta de energia.
“Não podemos ficar de braços cruzados diante desse assalto aos nossos bolsos, ainda mais no começo do ano, quando pagamos IPTU, IPVA, matrículas escolares e etc. Temos convicção de que os reajustes aplicados têm sido irregulares, desproporcionais e vão na contra-mão da realidade sócio econômica pela qual pessoas de todas as classes sociais, mas principalmente os assalariados, vivenciam atualmente”, afirmou.
O abaixo assinado pode ser preenchido online na página do movimento nas redes sociais e também em formulário impresso nos postos de coleta de assinatura espalhados por todo o Estado.
O documento, que engloba todas as sucursais da Energisa em Mato Grosso do Sul, solicita auditoria e suspensão das cobranças, bem como a garantia da manutenção do fornecimento de energia elétrica enquanto não houver resolução das cobranças e tarifas aplicadas junto aos consumidores.
Toda a documentação sobre o assunto, inclusive as assinaturas, segundo Venício, será levada pessoalmente, com o respaldo de parlamentares da bancada do Estado, ao presidente da ANEEL, André Pepitone da Nóbrega, no final de fevereiro.
NOTIFICAÇÃO
A superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS) notificou a concessionária dos serviços de energia elétrica em Mato Grosso do Sul, Energisa. A motivação segundo o superintendente, Marcelo Salomão, foi o aumento excessivo de reclamações dos consumidores, principalmente nos municípios do interior do Estado.
Em resposta a notificação do Procon/MS, a Energisa respondeu que as altas temperaturas registradas no Estado, principalmente no mês de dezembro, causaram elevação do consumo de energia entre a população.
"A alteração do valor percebida nas contas de luz do mês de janeiro, refere-se a dezembro", detalha o documento.
Na justificativa, a empresa informa que o forte calor exige maior consumo de energia por parte dos equipamentos de refrigeração. Dentre os aparelhos que mais consomem eletricidade estão: ar condicionado, geladeiras, freezers, ventiladores e câmaras frias. Residências e comércios como laticínios, frigoríficos e sorveterias, são exemplos de unidades com este perfil de consumo.
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