
Na 4ª fase da Operação “Osíris” deflagrada hoje (18), pela Polícia Civil, uma pessoa foi presa temporariamente suspeita de participar de homicídio em dezembro de 2018 em que a vítima Max Willians Marinho de Moura de 27 anos, foi encontrado na manhã de 17 de dezembro de 2018, decapitado em um terreno baldio do Loteamento Porto Belo em Naviraí.
O SIG (Setor de Investigações Gerais) do 1ª DP (Delegacia de Polícia Civil) de Naviraí, por meio dos métodos tradicionais de investigações colheu elementos que indicavam que o crime teria sido praticado por integrantes da facção criminosa conhecida por PCC (Primeiro Comando da Capita)l, sugerindo que a Max pudesse ter sido submetida ao conhecido “Tribunal do Crime”, cujos desafetos da organização criminosa costumam ter sua liberdade restringida, são julgados pelos líderes da facção e então punidos, podendo resultar em morte.

Foto: Divulgação PC
A pessoa presa nesta quinta-feira(18), pela Polícia Civil é suspeito de ter utilizado o seu próprio veículo para o transporte de Max até o local aonde ele foi executado e morto por outros integrantes do PCC.
O veículo foi apreendido e será submetido à perícia criminal.
Até o momento foram 11 pessoas presas e 3 adolescentes apreendidos, suspeitos de integrarem o referido “Tribunal”.
As investigações acerca do Tribunal do Crime sugerem que as vítimas são sequestradas a mando do Primeiro Comando da Capital. Em seguida, torturadas para confessar fato ou obter informação que interesse à organização saber. Tal procedimento, é chamado de “condução”. Após o “julgamento”, apenas com ordem da facção, a vítima é morta se nesse sentido for decidido.
As investigações prosseguem, havendo suspeita de participação de pessoas que já estão, inclusive, presas, por outros motivos, as quais comandariam os crimes ainda que segregadas. Mesmo presas, esses indivíduos poderão ter novos mandados de prisão expedidos pelos crimes praticados.
A operação deflagrada como Osíris é uma referência da mitologia egípcia que é o deus do julgamento e relaciona-se com a vida a essa divindade que foi atribuído o trabalho de julgar os mortos. Sendo semelhante como a facção age, julgando seus rivais e condenando-os à morte.

Carro apreendido com o suspeito Foto: Divulgação PC
OUTRAS FASES:
3ª fase da Operação “Osíris” é deflagrada pela Polícia Civil: Uma pessoa é presa acusada de tortura seguida de morte. Fato ocorreu durante Tribunal do Crime do PCC.
No dia 1º de abril de 2018, por volta das 13 horas, em um terreno baldio do Loteamento Porto Belo, nesta, foi encontrado o cadáver de Rafael Cicero Dos Santos.
Os peritos constataram no local do crime, que a vítima foi encontrada com os braços amarrados para trás por uma toalha e um tecido, passando pelo seu pescoço e restringindo bastante seus movimentos quando em vida. Verificou-se também que a vítima se encontrava com a boca amordaçada. De acordo com os vestígios coletados, sugeriu-se que ela foi executada em local divergente do que fora encontrada, tendo sido golpeada pelas costas em decúbito ventral (, de barriga para baixo).
Os peritos ainda concluíram que a ausência de ferimentos de defesa indica que a vítima não reagiu aos ataques, tendo sido impedida de agir.
De acordo com exame necroscópico, a vítima apresentava quatro feridas pérfuro-incisa (faca) e a presença de sulco na região do pescoço, característica de estrangulamento.
A morte, segundo perito médico legal, deu-se em virtude das facadas.
Apesar da complexidade do crime, o SIG (Setor de Investigações Gerais) conseguiu reunir prova sobre a autoria do crime, a qual recai sobre Julio Cesar dos Santos Rosa. Ao ser ouvido em declarações, durante as investigações, Julio Cesar confessou ser integrante do PCC, dizendo ter o apelido na facção “MATA RINDO”, entretanto negou envolvimento na morte de Rafael Cicero dos Santos.
Rafael teria sido morto a mando da Organização Criminosa por ser oposição a esta.
As investigações sugerem que Rafael tenha sido sequestrado, torturado e em seguida morto. Outro integrante da facção, que estava no local, também será indiciado por ter, em tese, participação no crime. Este também se encontra preso por envolvimento em outro fato semelhante (Tribunal do Crime), prisão que foi deflagrada na 1ª fase da Operação Osíris.
O mandado de prisão em desfavor de Julio Cesar foi cumprido nesta manhã de 05 de abril de 2019 na Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí, onde este se encontrava recolhido por ter sido condenado pelo crime de tráfico de drogas.
A Operação “Osíris” visa desmantelar célula do PCC responsável pela execução de Tribunais do Crime em Naviraí. De acordo com as investigações, no julgamento eles decidem o destino das pessoas, que podem ser punidos e até executados. As vítimas, geralmente pessoas também ligadas ao crime, são sequestradas e torturadas antes da “sentença”.
A operação deflagrada tem o nome de Osíris por referência ao deus da mitologia egípcia a quem seria atribuído o trabalho de julgar os mortos, da mesma forma que a facção age, julgando seus rivais e condenando-os à morte.
FASE I:
Três integrantes de uma facção criminosa foram presos na tarde de quarta-feira 06 de março, em Naviraí, região sul do estado. De acordo com a polícia civil, os suspeitos começaram a ser investigados após uma vítima que era mantida em cárcere privado conseguir escapar do cativeiro.
De acordo com o delegado, as informações obtidas pelo preso coincidiam com os detalhes que a vítima teria informado durante o período em que esteve em cárcere privado. O cruzamento das informações possibilitou chegar aos outros integrantes da facção criminosa, que segundo a polícia, participavam do chamado tribunal do crime. Um quarto integrante encontra-se foragido.
FASE II:
No dia 1º abril de 2019, policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais), com apoio da Polícia Militar, após tomarem conhecimento por meio do Núcleo Regional de Inteligência da Polícia Civil de Naviraí, de que havia um sequestro em andamento, passaram a diligenciar no sentido de identificar e localizar o cativeiro.
Segundo as informações, a vítima teria sido sequestrada por integrantes do Primeiro Comando da Capital e estaria sendo julgado por supostamente ter estuprado uma mulher.
Os policiais conseguiram localizar o esconderijo e ao se aproximarem da residência, ouviram um homem que gritava por socorro. Imediatamente os policiais pularam o muro e invadiram a residência, encontrando o autor sendo espancado por mais de cinco pessoas, tendo sido dado voz de prisão a eles, e a vítima resgatada com diversas lesões corporais.
Restou constatado que naquele momento ocorria o chamado Tribunal do Crime, julgamento realizado por membros da facção que pode resultar na morte daquele que está sendo julgado.
No local também foi preso um indivíduo que vigiava a casa e outras duas pessoas que chegavam ao local, segundo apurado preliminarmente, para auxiliar no julgamento.
Ao todo foram seis maiores de idade presos e três menores apreendidos.
A vítima do suposto estupro já havia registrado na mesma data um boletim de ocorrência e o caso era investigado pela Delegacia da Mulher de Naviraí. Restou apurado que o indivíduo que estava sendo torturado pelos integrantes do PCC não tinha absolutamente nenhum envolvimento com o estupro, ou seja, era inocente.
Os envolvidos responderão por tortura qualificada pelo sequestro, organização criminosa e corrupção de menores. As penas somadas podem ultrapassar a vinte anos de reclusão. Nos casos dos menores de idade, foi representado pela internação destes junto a UNEI.

Foto: Divulgação PC

Disk Denúncia, o crime aparece você não” Sigilo absoluto
29/01/2026
Morre segunda vítima de ataque de pistoleiros em Ponta Porã
29/01/2026
Ataque a tiros na fronteira mata um e deixa outro em estado grave
29/01/2026
Quatro matam adolescente de 17 anos com facadas e tiros em briga por ciúmes
29/01/2026
Suspeitos tentam fugir, reagem à abordagem e são mortos a tiros na Capital