
Bruno Mendes de Oliveira, de 28 anos, suspeito de matar a ex-namorada com 18 golpes de facãono jardim Santa Emília, em Campo Grande, na segunda-feira (22), tinha um mandado de prisão em aberto desde 2015 por caso de estupro no interior do Paraná, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
O mandado foi cumprido no sábado (26) pela Delegacia da Mulher após Bruno se entregar pelo crime de feminicídio. O suspeito foi apresentado à imprensa nesta segunda-feira (29) e negou ter cometido o abuso no estado vizinho.
A polícia aguarda decisão da Justiça sobre a prisão preventiva pelo crime contra Katiusce Arguelho dos santos, de 31 anos. Ele confirmou ter assinado a ex-namorada em Campo Grande, com quem viveu por dois anos e estava separado há quatro meses.
“[Estava] Desorientado, né? Me entreguei pra arcar com as consequências do meu ato. Era o certo a se fazer. Fiquei escondido em um matagal [no bairro São Conrado] só bebendo água”, afirmou Bruno, que respondeu ‘muito’, quando questionado se estava arrependido de ter matado Katiusce.
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Mulher foi morta com 18 facadas em Campo Grande (MS) e deixou seis filhos (Foto: Reprodução/TV Morena)
A suspeita é que o Bruno tenha premeditado o assassinato. De acordo com a delegada da Deam Ariene Murad, o suspeito cometeu o crime contra a ex após entregar o celular para o filho dela e pedir que ele saísse da casa para brincar.
“Ela estava tirando a foto de uma geladeira dela pra vender e dar o dinheiro pra ele comprar uma passagem e ir para Presidente Venceslau (SP) morar com o pai. Ele foi indiciado pelo crime de feminicídio com a qualificadora do motivo torpe, que pode ter uma pena de 12 a 30 anos”, explicou Ariene.
A delegada afirmou que o crime foi motivado por ciúmes do ex-marido de Katiusce. De acordo com Ariene, como quase todos os crimes de feminicídio, o homem tem sentimento de posse em relação a mulher e utiliza arma branca.
Katiusce tinha seis filhos, frutos do relacionamento anterior. A irmã Kamila Arguelho dos Santos, de 29 anos, e mãe dela vão pedir a guarda das crianças na Justiça. Os mais novos tem 4 e 7 anos. De acordo com Kamila, o filho de 7 anos é o que mais está sofrendo e fica pedindo a mãe. A menina caçula foi deixada em outra residência para não ver o que está acontecendo.
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