
A polícia prendeu um trio suspeito de vender droga em Mato Grosso do Sul e também interior de São Paulo. A investigação diz que eles se autointitulam os "reis da cocaína" em Campo Grande, onde abasteciam cerca de 90% dos fornecedores e também usavam um novo jeito para transportar a droga: os homens revezavam levando parte do droga dentro de um carro. Perto dos postos de fiscalização, eles desciam com a carga ilícita, carregadas em mochilas, passando a pé nestes locais no período noturno.
"Dois deles usavam o próprio corpo, com mochilas na frente e nas costas. Eles passavam no período noturno e se escondiam no matagal, até sentirem segurança para novamente entrar no carro e continuar o trajeito. O terceiro, que dirigia o veículo, repassava informações do posto policial, se estava vazio ou não, por exemplo, dando cobertura aos demais", afirmou ao G1 o agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Emerson Souza.
Este, segundo o delegado João Paulo Sartori, da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denar), seria o 2° caso do tipo flagrado no estado. "Nós verificamos o novo jeito desses mulas e, por conta disto, intensificamos as fiscalizações e deflagramos a operação conjunta, chamada King. Os suspeitos eram de Terenos e buscavam pasta base de cocaína e cocaína pura em Corumbá", explicou o delegado.
O flagrante ocorreu na noite dessa terça-feira (5), no km 600, da BR-163, em Miranda, a 195 km da capital sul-mato-grossense. "Eles estavam com 65 kg da droga e tentavam esta artimanha para burlar a fiscalização, mas, foram presos por volta das 21h30. Fracionada, a cocaína poderia render um lucro de 2,8 milhões ao grupo criminosa. No caso dos tabletes, como foi apreendida, está avaliada em R$ 800 mil", comentou Sartori.
No caso do empacotamento, a polícia constatou que existiam adesivos em cima de cada tablete, com a intenção de diferenciar o fornecedor. Neste caso, eles usavam este "código" para mostrar o padrão de qualidade da droga e, desta forma, negociar o preço com os pequenos traficantes. O trio também ostentava uma vida de luxo, marcando presença em casas noturnas de alto padrão na cidade, ainda conforme a polícia.
O jovem de 28 anos é apontado como o chefe do grupo e a pessoa quem dirigia o carro. Os homens de 30 e 33 anos eram os 'mulas' que levavam a droga. Todo o lucro obtido por eles era investido em corridas de cavalos, tanto na modalidade presencial como na internet. "É o meio que eles encontraram para lavar o dinheiro obtido com o crime", finalizou o delegado.
de venbruto 800 mil e no varejo 2,8 mil outra quadrilha algo considerado mudar a din~´amica
rês homens, de 28, 30 e 38 anos, foram presos enquanto traficavam cocaína e pasta base para Campo Grande na noite desta terça-feira (5), na BR-262, em Miranda. O trio, que se autonomeava “reis da cocaína”, usava método de tráfico incomum e foram flagrados durante a Operação King da Denar (Delegacia de Repressão ao Narcotráfico) e PRF (Polícia Rodoviária Federal) com droga avaliada em R$ 2,8 milhões.
Delegado Sartori e o inspetor da PRF Emerson Souza em coletiva de imprensa | Foto: Henrique Kawaminami
Conforme o delegado da Denar, João Paulo Sartori, o grupo comprava o entorpecente em Corumbá e sempre locavam veículos para poder transportar a droga. O chefe da quadrilha, de 30 anos, conduzia o carro enquanto os comparsas usavam uma espécie de colete para transportar a droga junto ao corpo.
Quando o trio avistava alguma barreira policial ou posto da PRF, a dupla que transportava a cocaína descia do automóvel e seguia pela mata até serem resgatados pelo líder do grupo posteriormente à vistoria policial. Desta forma, eles driblavam a polícia e, segundo o delegado, se gabavam por nunca serem pegos.
O fato é que na noite desta terça-feira, a polícia recebeu informação de que os três traficantes passariam pela rodovia no km 600. Em ação conjunta, os investigadores da Denar junto aos agentes da PRF os prenderam. O líder do grupo conduzia um Ford KA locado e foi preso no posto policial. Já a dupla foi detida enquanto caminhava na mata.
Responsáveis por 90% do tráfico de pasta base em Campo Grande e também na de cocaína, segundo a polícia, eles foram encaminhados para a delegacia e responderão por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Vida de luxuosa e ‘culpa do Uber’
Na casa do líder da quadrilha, no Nova Campo Grande, a polícia encontrou R$ 25 mil. Além disso, os investigadores informaram que os três ostentavam uma vida de luxo e eram frequentadores assíduos de baladas caras na cidade.
Questionados sobre o crime, os três confessaram a autoria. Um dos envolvidos, de 28 anos, contou que trabalhava como taxista, mas com a chegada do Uber em Campo Grande, o trabalho teria sido prejudicado e, por conta disso, precisava de dinheiro.
O líder, de 30 anos, confirmou o envolvimento, mas disse que ‘foi a primeira vez que estava fazendo isso’. Já o preso de 38 anos, disse que estava desempregado e precisava de dinheiro. Apesar de confessarem o tráfico, a polícia afirmou que o trio traficava a muito tempo, mas eles negam, afirmando que essa ocasião seria a única vez que teriam cometido o crime.
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Polícia mostra parte do carregamento de cocaína apreendido em operação conjunta (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)
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