
Os dois presos sob suspeita do assassinato de um casal na aldeia Bororó, em Dourados –a 223 km de Campo Grande– confessaram os crimes, que seriam motivados por uma “queima de arquivo”, já que uma das vítimas teria testemunhado um assassinato no início do mês. Rosilene Rosa Pedro, 34, e Osvaldo Ferreira, 38, foram mortos a golpes de faca e pauladas. A mulher também foi estuprada. Os corpos foram encontrados pelo filho de 9 anos do casal.

Detidos por lideranças indígenas, suspeitos foram levados à 1ª Delegacia por agentes do SIG. (Foto: Divulgação)
Gelson de Oliveira Areulo, 38, que também admitiu a outra morte, e Geovane da Silva Vasques, 18, foram presos por lideranças indígenas da reserva. Conforme o delegado Rodolfo Daltro, do SIG (Serviço de Investigações Gerais), ambos os suspeitos confessaram o crime na manhã deste sábado (8), horas depois de serem levados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil.
“Eles também confessaram que um corpo encontrado na aldeia no dia 3 foi o Gelson quem matou”, disse o policial. Segundo ele, Osvaldo teria testemunhado o crime. A morte do casal teria, assim, sido premeditada, “para o Osvaldo não falar para os demais que ele era o autor”.
Em interrogatório, eles confessaram terem matado Osvaldo e Rosilene, que ainda foi amarrada estuprada. A mulher foi morta com pelo menos quatro golpes de faca e teve o rosto desfigurado, possivelmente pelo ataque de um cachorro. O homem foi assassinado a pauladas.
Os corpos foram encontrados pelo filho do casal que, em meio à confusão, escondeu-se na copa de uma árvore. Depois de ver os corpos, ele fugiu para a Escola Municipal Indígena Agustinho, onde relatou os fatos e foi atendido em estado de choque.
As prisões pela manhã foram feitas por líderes indígenas, que iniciaram buscas pelos assassinos e acionaram a Polícia Civil. Gelson e Geovane foram entregues às autoridades e, em depoimentos, confessaram os crimes.
Achado de cadáver – Gelson confessou o assassinato de um homem identificado como Felismar Benites Ortiz, 28, cujo corpo foi encontrado em 3 de junho em um lago nos fundos de uma chácara vizinha à aldeia Jaguapiru. Como não havia sangue na região, suspeita-se que a vítima foi morta em outro local e jogada ali, ou foi perseguida e espancada dentro do espelho d’água.
O corpo de Felismar tinha vários golpes no rosto e cabeça, possivelmente a pauladas. Ele havia sido visto em um bar conhecido por vender bebidas a indígenas no dia 1º. Ele também frequentaria o lago com frequência. Inicialmente, a suspeita era de a vítima foi morta após briga em uma festa na mesma região.
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