Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026

DATA: 28/07/2020 | FONTE: G1 MS Avião cargueiro da FAB inicia voos para ajudar no combate a queimadas no Pantanal de MS Aeronave tem capacidade de despejar até 12 mil litros de água em cada sobrevoo e age em áreas de difícil acesso. Pantanal já perdeu mais de 300 mil hectares desde o início do ano por queimadas, quase duas vezes mais do que a área da cidade de São Paulo.

A Aeronave Hércules C-130, da Força Aérea Brasileira (FAB), começou a operar na manhã desta segunda-feira (27), para auxiliar no combate às queimadas no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O avião cargueiro tem capacidade de despejar até 12 mil litros de água em cada sobrevoo e utiliza a água do Rio Paraguai para auxiliar no combate aos focos de difícil acesso por terra. A aeronave está baseada em Campo Grande e realizará voos periódicos para o Pantanal.

Outros dois helicópteros da Marinha, um do Exército e um da Força Aérea também estão sendo utilizados na missão, após o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, decretar estado de emergência ambiental, na última sexta-feira (24). De acordo com o Ministério da Defesa (MD), as Forças Armadas ainda apoiam o Corpo de Bombeiros do estado e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) com o planejamento de ações no combate às queimadas.

Queimada em Corumbá, município no Pantanal sul-mato-grossense recordista no número de focos de queimadas no Brasil — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Queimada em Corumbá, município no Pantanal sul-mato-grossense recordista no número de focos de queimadas no Brasil — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Desde o início do ano, de acordo com o governo do estado, 300 mil hectares do Pantanal sul-mato-grossense já foram consumidos pelas chamas, número quase duas vezes maior do que a área da cidade de São Paulo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o bioma já registrou 3.954 focos de queimadas só em 2020.

 

O número é o recorde de focos no Pantanal, entre janeiro e julho, desde que o Instituto começou a realizar o monitoramento, em 1998. Segundo o Corpo de Bombeiros, algumas queimadas são criminosas e outras surgem por conta de fatores climáticos. A grande dificuldade no combate é pelo solo do Pantanal possuir muita biomassa acumulada, o que faz com que o fogo continue queimando de forma subterrânea, muitas vezes não aparente para os brigadistas.


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