
A Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) afirmou, na tarde desta terça-feira (11), que a rebelião que resultou na morte de cinco detentos na Penitenciária Osvaldo Florentino Leite Ferreira, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, pode ter sido motivada por uma rixa entre duas facções rivais.
A rebelião, que ocupou dois raios da penitenciária e envolveu cerca de 240 detentos, teve início por volta das 5h30 de hoje. Além das mortes, foram confirmados 17 feridos no conflito, sendo que alguns dos feridos foram levados para o Hospital Regional de Sinop por uma unidade do Corpo de Bombeiros.
A unidade prisional tem capacidade para abrigar 326 presos, mas acomoda atualmente mais de 700 detentos, segundo dados da Sejudh. Conforme o governo do estado, a rebelião foi contida a apenas um setor da penitenciária no final da manhã, pelas Forças de Segurança, que negociam a reocupação de forma pacífica da unidade.
De acordo com o governo do estado, os policiais tomaram a área externa da penitenciária, para impedir fugas do presídio, mas as negociações com os presos rebelados foram suspensas no período da noite devido ao horário e por questões de segurança, devendo ser retomadas na manhã de quarta-feira (12).
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Forças da segurança pública de Mato Grosso irão permanecer no presídio e negociam com os presos (Foto: Reprodução/TVCA)
Segundo o estado, a segurança foi reforçada dentro da penitenciária e também no perímetro externo e irão permanecer dentro da unidade agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam), Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), Serviço de Operações Penitenciárias Especializadas (SOE) e Corpo de Bombeiros.
Conforme o secretário da Sejudh, Airton Siqueira, quatro presos morreram vítimas de disparos feitos pelos próprios detentos e um homem morreu vítima de um infarto. Os corpos dos presos mortos durante a rebelião foram levados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para passarem por exame de necropsia.
A rebelião
De acordo com Siqueira, a rebelião - que tomou conta dos raios azul e amarelo - começou quando os agentes penitenciários se preparavam para a troca de turno. Nesse momento, os presos começaram a bater nas grades e a torre observou uma movimentação estranha.
"Os servidores foram verificar o que estava acontecendo no raio azul e foram recebidos com disparos de arma de fogo. Nesse momento iniciou-se um confronto armado”, disse.
Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), os detentos estavam com dois revólveres no momento da rebelião e, agora, o serviço de inteligência investiga como o armamento chegou até os detentos.
G1MT
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