
A contragosto, o sargento Gilson Cardoso Fahur, 53, está inativo desde segunda-feira (19). O motivo é a aposentadoria compulsória, que ele faz questão de refutar. "Estamos tentando uma liminar. Minha intenção é continuar por pelo menos mais um ano", disse a reportagem nesta terça-feira (20).
"Vamos aguardar. Talvez seja possível", torce. "Se ficar em casa, de pijama, vou morrer cedo", brinca, deixando claro que disposição não falta para continuar 'esculachando' a bandidagem.
Mas, caso não seja possível, a pavimentação de uma candidatura a deputado federal é o caminho mais provável. Atualmente, ele é primeiro suplente pelo Partido Social Democrata Cristão (PSDC), sigla pela qual fez mais de 50 mil votos em 2014.
Fahur fica chateado com comentários que esporadicamente surgem, de que suas entrevistas não raro bombásticas têm alguma motivação partidária, como se quisesse obsessivamente aparecer na mídia. "Quem me conhece, sabe que não é por aí".
Personagens e vida real
Fahur encara com naturalidade a homenagem em forma de sátira do programa Pânico, da Band. O personagem, sempre às voltas com práticas pouco ortodoxas de propiciar conforto e alento à população carcerária, é um sucesso.
Mas, em se tratando de projetos vindouros, caso a aposentadoria como sargento da PRE seja mesmo algo irremediável, a situação exige seriedade e Fahur diz acreditar que a política pode sim ser um caminho para instrumentalizar seu desejo de continuar atuante, principalmente no âmbito da segurança pública.
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