
Visitas íntimas a detentos dos presídios federais, entre eles o de Campo Grande, vão continuar suspensas por mais 30 dias.
A prorrogação foi determinada pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen). A decisão de suspender os encontros íntimos de presos foi tomada após o assassinato de uma servidora, no dia 25 de maio, e a deflagração da Operação Epístola, pela Polícia Federal, na qual se constatou que o traficante Luiz Fernando da Costa, o Beira-Mar, vinha se utilizando da visita íntima de outros detentos para passar bilhete para fora do presídio.
Com esse mecanismo, ele continuou a administrar uma rede de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Conforme o Depen, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, as visitas sociais só podem ocorrer pelo parlatório, ou seja, sem contato físico entre o detento e o visitante, ou por meio de videoconferência.
Essas visitas deverão ser programadas com antecedência e acontecerão durante a semana. O encontro dos advogados com seus clientes também passa pelo mesmo processo.
A suspensão de visitas íntimas atingem os presos que estão nas quatro penitenciárias federais – Campo Grande, Catanduvas, Mossoró e Porto Velho.
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