
Os corpos das vítimas do acidente aéreo ocorrido em Aquidauana, no último dia 23, chegaram a Campo Grande no início da tarde desta sexta-feira (26), no IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), para os procedimentos de identificação. De acordo com a Polícia Científica, três corpos já passaram por necropsia e tiveram material genético coletado para exame de DNA.
Um deles, do documentarista Rubens Crispim Júnior, foi identificado oficialmente. Já o corpo do arquiteto chinês Kongjian Yu será submetido a necrópsia e coleta de material ainda hoje, com anuência da Embaixada da China no Brasil.
Os exames genéticos das demais vítimas seguem em andamento, com os trabalhos sendo realizados inclusive durante o fim de semana para garantir maior agilidade. A Polícia Científica reforça que os prazos variam conforme a complexidade de cada caso, mas todos os recursos técnicos disponíveis estão sendo aplicados para garantir resultados seguros e confiáveis, com respeito às famílias.
Aeronave ficou completamente destruída. (Foto: Divulgação)
Na quinta-feira (25), o Campo Grande News já havia mostrado que dentes das vítimas foram recolhidos para análise no IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), em Campo Grande, e que o prazo regular para liberação de exames de DNA é de até três meses. No entanto, por se tratar de um caso de repercussão, o procedimento deve ser acelerado.
Entre as vítimas estão o arquiteto chinês Kongjian Yu, fundador do conceito de “cidade-esponja” e referência internacional em urbanismo sustentável; os documentaristas Rubens Crispim Júnior e Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz; além do piloto Marcelo Pereira de Barros, 59 anos.
O arquiteto chinês Kongjian Yu, o documentarista Luiz Ferraz, o diretor de fotografia Rubens Crispim Jr., e o piloto Marcelo Pereira de Barros (Foto/Redes Sociais)
O Cessna 175, prefixo PT-BAN, caiu em uma área do Pantanal a cerca de 100 quilômetros de Aquidauana, depois de três sobrevoos pela região. Testemunhas relataram que a aeronave tentou pousar no Hotel Barra Mansa após o pôr do sol, fora do horário permitido, mas arremeteu antes de desaparecer do campo de visão. Logo depois, moradores avistaram fumaça e os destroços.
O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e o Garras (Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) realizam investigação sobre as causas da queda.
Por Clara Farias e Gabi Cenciarelli
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