Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026

DATA: 05/11/2025 | FONTE: Correio do Estado Sejusp demite quatro policiais penais investigados por venda de regalias em presídio de MS Os exonerados foram alvos da Operação La Catedral, contra crimes de corrupção dentro de presídios, deflagrada em 2022

Foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado de Mato Grosso do Sul - (DOE-MS), desta quarta-feira (05), a demissão dos policiais penais Carlos Eduardo Lhopi Jardim, Maicon Thomaz Corrêa Alencar, Justo Aquino Navarro e João Xavier Martins Neto, todos investigados por da Operação La Catedral, que apura venda de regalias no presídio de Ponta Porã, deflagrada em 2022.

Na época, todos eles foram presos e encaminhados ao Presídio Militar, em Campo Grande, e dois deles, João Xavier e Luiz Carlos, tentaram transferência.

Quando foi deflagrada, a operação descobriu esquema de facilitação para fuga no presídio, além dos policiais penais receberem propina para favorecerem celas regadas a luxo, como entrada de bebidas alcoólicas, carnes (in natura), celulares, chuveiro elétrico e até móveis planejados.

Segundo informações do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado - (Dracco), durante a Operação La Catedral, foram apreendidos celulares, notebooks e computadores dos investigados, além de documentos e R$ 47.100. Sete veículos que estavam com os servidores também foram levados para a delegacia e agora, eles terão de provar origem lícita na compra.

Além do crime de associação criminosa, os policiais penais estão envolvidos na prática de infrações, como concussão, corrupção passiva, favorecimento para entrada de celulares, entre outros crimes.

O nome da Operação faz referência a penitenciária "construída" na Colômbia pelo narcotraficante internacional Pablo Escobar que era cheia de luxos e mordomias.

Carlos Eduardo Lhopi Jardim é ex-diretor do presídio de Ponta Porã. No dia da prisão, Jardim já tinha sido afastado da chefia, após duas fugas ocorridas no presídio.

Além disso, em janeiro de 2023, a defesa de Carlos pediu pela retirada da tornozeleira eletrônico, o que foi negado pela juíza substituta da 2ª Vara de Ponta Porã.

João Xavier Martins Neto, Justo Aquino Navarro, Luiz Carlos Soto e Maicom Thomaz Corrêa de Alencar eram policiais penais lotado no presídio Ricardo Brandão, em Ponta Porã.

 

 

Por TAMIRES SANTANA

 

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