
Consumidores de maior consumo em Mato Grosso do Sul podem ter mudança na cobrança da conta de luz a partir de 2026. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) estuda adotar tarifa que varia conforme o horário do uso da energia, prática já comum na indústria.
No Estado, o impacto será principalmente em casas grandes, comércios e pequenos negócios que usam ar-condicionado com frequência ou possuem piscina e equipamentos de alto consumo. A mudança só valerá para quem ultrapassar 1.000 kWh por mês, público que hoje responde por cerca de 1/4 do consumo de baixa tensão no país.
Barata na hora do sol, mais cara no início da noite
MS acompanha a mesma realidade do restante do Brasil: a geração solar cresce rápido e a energia limpa sobra no meio do dia. Entre 10h e 14h, o custo de geração cai. Já no começo da noite, das 18h às 21h, o consumo dispara e fontes mais caras entram em ação.
A proposta é que essa diferença apareça na conta. Quem adaptar a rotina pode sentir o desconto no bolso — lavar roupa durante o dia, programar bomba de piscina fora do pico e, no futuro, carregar carro elétrico em horários alternativos.
Troca de medidores e orientação ao consumidor
Para a mudança acontecer, será preciso instalar medidores digitais que registram o consumo por hora. Em MS, a substituição ficará a cargo da Energisa como parte dos investimentos já previstos. A empresa também deverá orientar ativamente os clientes.
Hoje existe a Tarifa Branca, opcional, mas a adesão em MS é baixa. A Aneel quer inverter: quem tiver consumo alto passará automaticamente para o novo modelo. Só fica no formato antigo quem pedir.
O que muda para o sistema elétrico
Com mais gente consumindo quando a energia é barata, o governo evita:
• desperdício de energia solar produzida em MS;
• acionamento de usinas mais caras no horário de ponta;
• investimentos imediatos em reforço de rede.
A mudança reduz custos e, segundo a Aneel, ajuda a segurar reajustes para todos os brasileiros — inclusive quem não está no novo modelo tarifário.
Quando chega ao consumidor?
O debate vai para Consulta Pública nos próximos meses. A implementação deve começar em 2026, de forma gradual pelo país.
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