
A Penitenciária Federal de Campo Grande receberá um sistema antidrone com tecnologia adquirida em Israel, considerada uma das mais avançadas no combate a ameaças aéreas não tripuladas. O investimento da Polícia Penal Federal supera R$ 20 milhões e será destinado também às outras quatro unidades federais do país, localizadas no Paraná, Rondônia, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.
De acordo com o Governo Federal, foram realizadas visitas técnicas em todas as penitenciárias para validação do desempenho do equipamento. Durante os testes, o sistema conseguiu detectar simultaneamente diversos drones em poucos segundos, além de identificar diferentes tipos de equipamentos operando a distintas distâncias, o que demonstrou a eficácia da tecnologia.
Os resultados das avaliações permitiram o planejamento da implantação do sistema de forma compatível com a complexidade de cada unidade prisional. Segundo o governo, a tecnologia possibilita a antecipação de ameaças, preserva a integridade das instalações e reforça a segurança das penitenciárias federais.
A implantação do sistema antidrone faz parte do Projeto Ômega, voltado à modernização da segurança eletrônica e da inteligência das unidades federais, com gestão centralizada em Brasília. O projeto é composto por cinco fases, executadas de forma simultânea.
A adesão à tecnologia ocorreu após uma visita da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) ao Israel Prison Service, órgão responsável pela gestão do sistema prisional israelense. O intercâmbio teve como objetivo a troca de experiências sobre procedimentos penitenciários, gestão de incidentes e avaliação de soluções tecnológicas aplicadas ao ambiente prisional.
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