
Mato Grosso do Sul precisa, praticamente, triplicar o número de vagas em seus presídios para atender à demanda. A considerar a superlotação observada nos estabelecimentos penais do Estado, hoje o deficit passa de 8,3 mil vagas e ainda há 11,8 mil criminosos nas ruas, com mandados de prisão a serem cumpridos.
Mesmo que houvesse um esforço da polícia para o cumprimento de todas essas ordens de captura em aberto, o sistema penitenciário não teria onde custodiar os novos detentos.
O último levantamento da Agência Estadual de Administração Penitenciária (Agepen) indica que Mato Grosso do Sul tem 15.645 detentos nos três regimes prisionais (fechado, semiaberto e aberto), apesar de o número de vagas ser de apenas 7.327, abrigando uma população de 8.318 internos além da capacidade instalada.
Para agravar o cenário de perspectivas, o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aponta que Mato Grosso do Sul tem 11.892 mandados de prisão aguardando cumprimento. Há também o registro de 2.157 mandados já com o prazo de validade expirado.
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