
O caso dos irmãos de 20 e 27 anos que desapareceram após abordagem de policiais do Departamento de Operação de Fronteira (DOF), no dia 12 de agosto deste ano, perto de um posto de combustíveis na linha da fronteira entre Ponta Porã (MS) e o Paraguai, completou 100 dias nesta semana.
O pai Claudinei Rodrigues fala que não aguenta mais ficar sem notícias. “Ninguém fala nada para mim, nem advogado, nada, nada. Não sei o que faço mais”, afirmou o aposentado.
Câmeras de segurança do posto registraram a abordagem. Um foi colocado na viatura e o outro no próprio veículo. Pelas imagens não é possível saber para onde seguiram. No mesmo dia do desaparecimento, o carro foi encontrado do lado paraguaio com um boné de uma das vítimas.
“Queria que a Justiça fizesse justiça. Será que vou viver o resto da minha vida assim, sem saber onde o guri tá?”, questiona o pai.
O diretor do DOF Coronel Kleber Haddad Lane já recebeu o relatório da investigação e tem 10 dias para avaliar o material e enviar o documento para a Justiça Militar. Os policiais que participaram da abordagem continuam afastados até o fim do inquérito.
A Delegacia Especializada em Homicídios de Campo Grande (DEH) cuida do caso. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Mato Grosso do Sul, montou uma comissão para acompanhar os trabalhos. Segundo o presidente da comissão, Luiz Renê do Amaral, até onde foi analisado a condução da investigação ocorreu dentro da lei.
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