
O violão era um amigo inseparável de Gisele Prado. Nas cordas do instrumento ela embalava o sonho de um dia se tornar uma grande cantora, reconhecida pela multidão. Ouvir sua voz doce sempre foi um alento. A moça introvertida fazia os ouvidos se moverem nas apresentações em barzinhos e pequenas festas.
Amigo de Gisele desde o colegial, Rick Oliveira conta que a jovem sempre teve o sonho de cantar profissionalmente. Chegou a participar de alguns festivais na região e a cantar com Conrado & Alekssandro na cidade de Douradina. "Sempre que saíamos, pelas praças de Maria Helena, ela ficava tocando violão e cantando. Além de ser ótima cantora, era uma compositora de mão cheia", conta.
"A Gisele estava sempre rabiscando e o celular dela era cheio de áudios, pois quando ela sentia algo e gostaria de transformar em música, gravava a frase ou pensamentos para usar depois", lembra, acrescentando que a amiga era presença indispensável nos churrascos e festas de família.
Para o jovem, a perda será irreparável. "Vai ficar uma ferida muito grande, pois éramos como irmãos, tínhamos uma ligação muito forte. Em todos meus planos futuros ela estava inclusa. E agora não sei como vai ser mais", lastima Rick.

Foto: Rodrigo Janjobi
A equipe do OBemdito, chegou junto com os policiais civis e militares ao local onde o cobrador de ônibus Paulo César Andrade do Nascimento confesssou ter matado com uma facada e golpes de 'macaco', após manter relação sexual forçada, a jovem Gisele Luzia Aparecida de Lima, 25, conhecida como Gisele Prado.
Paulo Cesar deixou o corpo de Gisele num canavial de difícil acesso entre os municípios de Cruzeiro do Oeste e Nova Olímpia. O corpo estava ao lado da estrada, de barriga para cima, e sem roupa. O assassino confesso disse que jogou as roupas nas proximidades. O rosto de Gisele estava desfigurado e havia um forte odor de decomposição.
Durante todo o tempo da identificação o cobrador de ônibus permaneceu dentro de uma das cinco viaturas utilizadas na operação para localizar o corpo da jovem.

Cobrador de ônibus Paulo César Andrade do Nascimento Foto: Obendito
Frieza
Paulo foi preso pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE) na estação rodoviária de Umuarama, ao encerrar o expediente de trabalho. No depoimento, confessou e levou a polícia até o local onde o crime foi praticado.
O superintendente Milton Cinque disse ter se surpreendido com a frieza do acusado.
Testemunhas e imagens de monitoramento confirmaram que Gisele entrou em seu veículo, um Corsa bordô, no início da noite de domingo. Após passar o dia com a mãe, em Nova Olímpia, a jovem aguardava o ônibus para retornar a Maria Helena, cidade onde também reside o acusado.
Paulo César diz ter matado a jovem, que conhecia de vista, por temer ser denunciado. Primeiramente, ele desferiu uma facada que atingiu a garganta da vítima. Na sequência, várias pancadas na cabeça com a ferramenta.
Por motivos de segurança, o local para onde o acusado foi transferido não foi revelado.
O corpo de Gisele será necropsiado e deve ser liberado ainda pela manhã para velório e sepultamento.
GALERIA IMAGENS - Fotos: Obendito
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