
A crise financeira e as mudanças provocadas pelas obras e implantação de pedágio na rodovia BR-163, no trecho que corta o distrito de Anhanduí, a 58 Km de Campo Grande, afugentou os comerciantes que há anos atavam às margens da estrada vendendo queijos, pimentas e produtos artesanais. Para se ter uma ideia, de 67 pontos de venda já existentes, apenas 31 se mantém abertos atualmente.
Em visita ao distrito que hoje conta com uma subprefeitura, o Correio do Estado identificou que fatores como o começo da cobrança do pedágio e a crise econômica que o país atravessa são as causas da diminuição das vendas, que derrubaram em até 30% o movimento. A violência também tem tirado o sono de quem depende da rodovia para tirar o sustento da família.
No ano passado, quando a prefeitura de Campo Grande e a concessionária que administra a BR-163, a CCR MS-Via fizeram um levantamento para saber quantas barracas estavam abertas, eram 44. Quando a reportagem esteve lá, há duas semanas, eram apenas 31. Quem trabalha na região acredita que as obras de duplicação da rodovia, quando chegar à área urbana do distrito, vai derrubar ainda mais as vendas.
Por GILDO TAVARES
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