
O novo pedido de liberdade ingressado nesta terça-feira (31) pela defesa do ex-governador André Puccinelli, do filho dele André Puccinelli Junior e do advogado João Paulo Calves será julgado pelo ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal). Os três estão presos desde o dia 20 de julho, em Campo Grande.
Apesar de ter sido endereçado à presidente do supremo, ministra Cármen Lúcia, o habeas corpus, com pedido de urgência, foi distribuído por prevenção para o ministro Dias Toffoli.
Conforme o STF, o pedido foi direcionado a Toffoli porque ele foi o responsável por julgar outros pedidos de réus na Operação Lama Asfáltica, como o do empresário João Krampe Amorim, que também continua detido.
Não há prazo para que o pedido de liberdade seja julgado e, enquanto isso, os três réus seguem detidos no Centro de Triagem de Campo Grande.
Os advogados defendem que a prisão de meros investigados é absurda.
“Na mesma linha, os artigos 647 e 648 do Código de Processo Penal asseguram que ‘Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir ou vir, salvo nos casos de punic?a?o disciplinar’”, defendem.
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