
No centro de uma nomeação polêmica de conselheiro da Itaipu Binacional, com declarada oposição do vice-presidente do Brasil, o ex-ministro Carlos Marun terá salário de R$ 27 mil para um trabalho que requer reuniões a cada dois meses e, no mais, é feito a distância.
Conforme a Itaipu, hidrelétrica administrada por Brasil e Paraguai, que confirmou o valor do salários, os conselheiros não recebem jeton, mas “remuneração como qualquer outro empregado do quadro de pessoal da usina”.
Do lado brasileiro, os conselheiros estudam em reuniões semanais, não de forma presencial, os temas de diretoria. Já as reuniões presenciais dos membros do conselho ocorrem a cada dois meses na usina de Itaipu, que tem sede em Foz do Iguaçu (Paraná) no lado brasileiro, e, eventualmente, em Brasília (DF) ou em Curitiba (PR).
Eles também participam de reuniões extraordinárias. A Itaipu possui um Conselho de Administração composto por doze conselheiros, seis brasileiros e seis paraguaios, e dois representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, um de cada país. Os conselheiros são responsáveis pela análise e aprovação ou rejeição dos atos da Diretoria Executiva.
Em 31 de dezembro, último dia do ano e do governo de Michel Temer (MDB), o então presidente exonerou Marun do cargo de ministro e o nomeou para Itaipu, com mandato até 16 de maio de 2020. Segundo Marun, a nova função se molda a três necessidades: ter um representante de Mato Grosso do Sul na empresa, ele vai poder exercer a advocacia após quarentena de seis meses e dará um tempo na politica.
Novo vice-presidente do Brasil, o general Hamilton Mourão classificou a nomeação como um prêmio. Até surgiu rumores que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) faria a “desnomeação”, mas, sem intercorrências, Marun ficou com o cargo.
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