
Em Mato Grosso do Sul, 37 procedimentos de trabalho escravo estão em investigação pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), conforme dados divulgados pelo órgão. Na segunda-feira, Dia de Combate ao Trabalho Escravo, o MPT irá lançar uma campanha nas redes sociais para alertar a população sobre os tipos de escravidão que ainda existem.
No Brasil, em 2018, o MPT recebeu 1.251 denúncias, ajuizou 101 ações civis públicas e celebrou 259 termos de ajuste de conduta (TACs) relacionados a trabalho escravo. Atualmente, há 1,7 mil procedimentos em investigação e, desses, 37 em Mato Grosso do Sul.
De 2003 a 2018, o MPT resgatou 3,9 mil trabalhadores em situação análoga a escravidão no Estado, desses, 15 menores. No total, foram 94 operações realizadas no período. Em todo o País, foram 44,2 mil pessoas flagradas em escravidão.
O coordenador regional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete) em Mato Grosso do Sul, procurador Jeferson Pereira, disse que iniciativas permanentes de conscientização são importantes para fortalecer o sistema de repressão ao trabalho escravo, principalmente, segundo ele, depois da extinção do Ministério do Trabalho.
Um vídeo será postado nas redes sociais do MPT para chamar atenção para as formas de aliciamento para o trabalho escravo. Com duração de um minuto, o material tem o objetivo de mostrar como trabalhadores são iludidos com falsas promessas de boa remuneração, qualidade de vida e segurança no trabalho. Os “gatos”, como são conhecidos os aliciadores, são os empreiteiros que percorrem os estados à procura de trabalhadores com pouca renda.
Quatro cards serão postados nas redes sociais como parte da campanha. O primeiro será postado hoje. Unidades do MPT em outros estados também estarão mobilizadas para divulgar e compartilhar os conteúdos.
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