
Adolescente de 15 anos foi apreendido, nesta segunda-feira (18), após compartilhar fotos contendo armas em um grupo de aplicativo de mensagens em que fazem parte alunos de uma escola pública de Terenos – a 25 quilômetros da Capital. De acordo com a Polícia Civil, o conteúdo da mensagem seria uma referência ao crime que acabou na morte de seis estudantes e dois funcionários de uma escola em Suzano, interior de São Paulo, na semana passada.
Apesar do alerta, de acordo com o delegado André Luis de Mendonça, tudo indica que a situação tenha sido “uma brincadeira de mau gosto”. A mensagem chegou ao conhecimento da Polícia Civil por meio de policiais militares, que receberam a denúncia de que o conteúdo estava circulando pelo WhatsApp.
“Fizemos buscas na casa do adolescente, a mãe ficou muito preocupada e autorizou nossa entrada. O conteúdo das fotos não condiz com o ambiente da residência e o próprio disse que se tratava de uma brincadeira e que tirou a foto da internet”, afirmou Mendonça. A equipe de investigação fez buscas e localizou as mídias no site indicado pelo menor.
O aparelho celular, computador e pendrives do adolescente foram apreendidos e estão sendo analisados. Ainda conforme o delegado, as fotos que haviam sido compartilhadas já foram apagadas da internet. O caso continuará sendo investigado e o adolescente liberado para os pais.
Outro caso – Na última sexta-feira (15), uma mensagem que circulava pelo mesmo aplicativo, o Whatsapp, também colocou moradores de Nova Andradina - a 300 km de Campo Grande – em alerta. O teor da mensagem chamava atenção para um possível ataque, dessa vez seria em uma Escola Estadual Padre Anchieta.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, mas a mesma mensagem circulou em outras cidades do país, onde existem escolas com o mesmo nome. “Padre Anchieta né? Fica esperto. O trem tá chegando. Vocês vão morrer”, é o que diz a mensagem. Apesar do teor da ameaça, no entanto, a delegada que investiga o caso, Daniella de Oliveira Nunes Leite, afirma que os indícios são de que a mensagem não foi direcionada à Nova Andradina.
Acompanhamento – Questionada, a SED (Secretária de Estado de Educação) afirmou que quando casos como esse são detectados, “orientamos a direção da unidade escolar a buscar o diálogo com o estudante, com o objetivo de identificar os fatores que podem ter ocasionado esse tipo de postura. Caso necessário, os pais podem ser comunicados e a coordenadoria de Psicologia Educacional da SED também é acionada, de acordo com a avaliação dos diretores”.
Ainda conforme a Secretaria, o acompanhamento psicológico é oferecido uma vez que a necessidade é detectada e que conte com o consentimento dos pais. Eles precisam aprovar previamente antes do contato.
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