Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2026

DATA: 25/04/2019 | FONTE: Correio do Estado Sem abono ou reajuste, servidores se retiram de negociação com governo Proposta foi apresentada pelo secretário de Administração

Representantes de servidores estaduais da área de segurança pública se retiraram da mesa de negociação salarial, no início da tarde desta quarta-feira(24), após o secretário de Estado de Administração, Roberto Hashioka, afirmar que, além da extinção de abono de R$ 200 no mês de maio, não será concedido reajuste em 2019. Oito dos onze sindicatos que participavam da reunião deixaram o local e prometem mobilizações contra a proposta a partir de hoje.

Na manhã de ontem, o secretário já havia anunciado o fim do abono concedido aos servidores desde 2016. No ano passado, o benefício foi firmado em lei estadual 5.173 e tinha validade até 31 de março deste ano. O acordo feito era de incorporar esse valor no salário dos servidores a partir deste mês, caso o governo saísse do limite prudencial, o que não aconteceu.

O presidente do Sinsap-MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul). André Santiago, afirma que o anúncio causa indignação e não condiz com a arrecadação do Estado. “O governo aumentou arrecadação em 3,74% se analisarmos os três primeiros meses do ano passado, em comparação com esse ano. Além disso, do fim do ano para cá, o governo aumentou as despesas com pessoal em 5,75%. Neste momento, eles não questionaram se haveria condições. Só vieram questionar agora. Por que isso?”.

Os servidores não tiveram reajuste em 2015. Em 2016, o governo apresentou abono salarial de R$ 200, e, em 2017, apresentou índice de 2,94%. No ano passado, devido ao menor tempo para as negociações por ser ano eleitoral, os servidores se contentaram com reajuste de 3,05% e manutenção do abono. 

Conforme o presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Giancarlo Corrêa Miranda, a concessão do abono representa impacto de cerca de R$ 8 milhões mensais na folha de pagamento que, atualmente, está em torno de R$ 470 milhões mensais. “Se já estava sendo pago, porque agora o governo vai encontrar dificuldade? Nós não podemos aceitar essas condições”, afirmou. 

Até o final do ano passado, o gasto com pessoal correspondia a 47,79% da receita corrente líquida que foi de R$ 10.737.852.124,85. Portanto, 1,21% do limite de 49% considerado máximo pela LRF.

Permaneceram na reunião representantes da Adepol-MS (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Mato Grosso do Sul),  Aepj-MS (Associação dos Escrivães de Polícia Judiciária de Mato Grosso do Sul) e Sinpof-MS (Sindicato dos Peritos Oficiais Forenses de Mato Grosso do Sul).

MOBILIZAÇÃO

O presidente da ACS (Associação e Centro Social dos Policiais Militares e Bombeiros Militares), cabo Mario Sérgio Couto, afirmou que as categorias vão se mobilizar. “Vamos ter de fazer alguma coisa para ver se o governo nos enxerga”. Os servidores foram convocados a participar de mobilização hoje, às 10h, na Assembleia Legilativa do Mato Grosso do Sul (ALMS). 

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