Sábado, 24 de Outubro de 2026

DATA: 02/10/2019 | FONTE: Correio do Estado Bloqueio na MS-156 dificulta chegada de socorro e criança morre em aldeia de Dourados O menino de um ano e oito meses estava passando mal desde segunda-feira e morreu no dia seguinte

O pequeno Stheven Benites Rodrigues, de 1 anos e 8 meses, morreu na noite de terça-feira (1º) na aldeia Bororó, em Dourados – a 228 km de Campo Grande. A criança estava passando mal desde segunda-feira (30), chegou a ser medicada, mas piorou no dia seguinte. O socorro não chegou a tempo porque a rodovia que dá acesso a aldeia, a MS-156, está bloqueada por indígenas da aldeia Jaguapiru.

De acordo com o registro policial, na segunda-feira a criança apresentou diarreia, vômito e febre. A mãe, de 18 anos, resolveu levar a criança no posto que fica dentro da aldeia. Lá o menino foi atendido, medicado e liberado para voltar para casa.

Entretanto, na terça-feira, a criança teve uma piora, mas a mãe não o levou para o posto pois estava sem combustível em sua moto e morava muito longe do local. Por volta das 20h ela percebeu que o menino teve uma piora e procurou a agente de saúde para solicitar ajuda.

A agente entrou em contado com a Funai, mas o veículo da (Sesai) não conseguiu chegar a tempo por conta do bloqueio da rodovia MS-156, que dá acesso à aldeia. A criança morreu por volta das 20h30.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados e o caso será investigado.

PROTESTO

Desde a manhã de terça-feira indígenas na aldeia Jaguapiru bloqueia a rodovia MS-156 em protesto contra o corte da Prefeitura de Dourados dos ônibus que levavam estudantes do local até as universidades do município. O local fica entre as cidades de Itaporã e Dourados.

Segundo um dos caminhoneiros que está parado no congestionamento formado por conta do bloqueio, Silvio de Souza Diniz, de 44 anos, ele chegou por volta das 10h30 de ontem, com uma carga de cimento para ser entregue em Dourados.

Apesar da carga de Diniz não ser perecível e ele estar próximo ao seu destino, ele afirma que muitos outros caminhoneiros estavam com hora marcada para entregar a carga no porto de Paranaguá (PR). “Eles afirmaram que não tem previsão para abrir a rodovia, querem uma resposta da prefeitura”.

A Polícia Militar Rodoviária (PMR) já esteve no local fazendo rondas e permaneceu no protesto durante a noite. Agora pela manhã os motoristas aguardavam confirmação das lideranças indígenas sobre a informação de que eles reabririam parcialmente a rodovia, por cinco minutos, para aliviar o congestionamento formado.

Veja o vídeo do congestionamento abaixo:

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