
Julian Kenedi Vilhalva da Silva, 31 anos, e Edson dos Santos, 41 anos, mortos em dezembro do ano passado no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) e no Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, na Capital, passaram pelo crivo do ''tribunal do crime'' e tiveram a sentença decretada dentro das próprias celas.
O delegado Ricardo Meireles, da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, contou que os inquéritos das duas mortes já foram encerrados e oito presos indiciados pelos crimes.
O primeiro crime ocorreu no dia 25 de dezembro. Julian Kenedi foi morto enforcado no Instituto Penal por seis colegas de cela que eram de uma facção criminosa rival. A princípio, apenas um preso havia confessado o crime. ''Foram feitas diligências e apuramos envolvimento de mais cinco autores", disse o delegado.
Segundo Meireles, todos os seis participaram do crime. ''Seja segurando a vítima, agredindo e, por mim, esganando'', explicou. Os autores foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil e que dificultou a defesa da vítima.
Quatro dias depois do crime no Instituto Penal, Edson foi morto da mesma maneira na Máxima. O motivo seria o mesmo: guerra entre facções. A vítima seria integrante do CV (Comando Vermelho) e foi morto por dois presos que faziam parte do PCC (Primeiro Comando da Capital). ''Ele passou pelo julgamento do tribunal do crime e a ordem para que ele fosse executado se deu por meio de ligação telefônica", detalhou o delegado.
Dos oito presos que ocupavam a cela onde Edson foi assassinado, seis foram transferidos do Instituto após a morte de Julian no dia 25 de dezembro.
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