
O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), iniciou a operacionalização da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, na Capital, com a transferência dos primeiros reeducandos. A unidade foi inaugurada em novembro do ano passado.
Provenientes do Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho” (EPJFC) – presídio de Segurança Máxima de Campo Grande – a ação foi realizada sob a escolta de policiais penais integrantes do Comando de Operações Penitenciárias (COPE), e o número de internos não será divulgado por questões de segurança. Todos os presos estão recebendo uniformes ao adentrar no presídio.
Durante a transferência, a Sejusp reforçou a segurança no presídio com apoio de outras forças policiais, inclusive com uso de helicóptero, como forma de garantir o total sucesso da operação.
A partir da ativação, ampliará a possibilidade de desenvolvimento de ações de ressocialização e a reestruturação dos espaços nos pavilhões da unidade penal do Jardim Noroeste.
Com 603 vagas, a Penitenciária Estadual Masculina da Gameleira traz um incremento de cerca de 15% na capacidade do regime masculino fechado de Mato Grosso do Sul, onde há maior demanda de custodiados.
Para a ativação da unidade, os servidores da Agepen receberam treinamento especializado, promovido com o apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), através da Penitenciária Federal de Campo Grande. Esse é o primeiro presídio do Estado a ser totalmente operacionalizado por policiais penais de carreira, desde a segurança interna à vigilância das muralhas.
As portas das celas são abertas pelo piso superior – sem contato direto dos servidores com os internos. Todas as tomadas de energia são instaladas no lado de fora das celas e os solários são telados na parte superior, impedindo o arremesso de materiais ilícitos.
Totalmente edificada com concreto usinado, material resistente que dificulta escavação de buracos ou quebra das paredes, o presídio conta com 101 celas coletivas e individuais (isolamento), salas de aula, setores administrativos e de assistência psicossocial, ala de saúde, áreas de visita, entre outros espaços.
Segundo o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a ativação do novo presídio de regime fechado da capital contribui para desafogar o sistema penitenciário. “Esse pioneirismo de ser totalmente gerida por servidores de carreira representa a evolução que a instituição vem conquistando, graças ao apoio do Governo do Estado e da Sejusp. Temos profissionais competentes para tornar esta unidade penal uma referência para outros Estados”.

Foto: Saul Schramm
Por Keila Oliveira e Tatyane Santinoni – Agepen
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