
Em um novo apelo para a população ficar em casa, o governador Reinaldo Azambuja não descartou a possibilidade de adotar o lockdown, o bloqueio total da movimentação, caso a população continue a não respeitar o isolamento social. Ele ponderou, nesta segunda-feira (13.4), que essa seria uma medida extrema, apenas para o caso da população não se conscientizar sobre o risco de aglomerações durante a pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Foto: Saul Schramm
“Se nós não tivermos a consciência das pessoas de ficar em casa, evitar sair de casa, nós vamos chegar a esse momento. É uma medida drástica, é radical, alguns países tomaram. Aqui no Brasil, alguns governos estão olhando essa possibilidade”, afirmou Reinaldo Azambuja. “A medida extrema vem se não tiver a consciência da sociedade. Podemos ir sim para uma medida extrema, para decretar isso. Nós todos temos que ser conscientes”, acrescentou. Quase da metade da população de Mato Grosso do Sul não tem respeitando o isolamento social, revela um sistema que usa os dados de mais de 60 milhões de dispositivos móveis em todo o Brasil.
O governador Reinaldo Azambuja destacou ainda que o Estado começou a ter a transmissão comunitária, quando já não é possível identificar a origem do contágio, e que isso torna a situação mais perigosa. “Se nós fizermos nossa parte com isolamento, ficarmos em casa, [tomarmos] o cuidado da distância mínima entre as pessoas, eu não tenho dúvida: diminui muito a pressão [no sistema de saúde]. Já que o vírus está sendo transmitido de forma comunitária, mais ainda agora é a necessidade de nos isolarmos, ficarmos em casa e evitarmos a contaminação de um maior número de pessoas”.
Em entrevista à TV Morena, o governador contou também ter autorizado a compra de 60 mil cestas básicas para atendimento às famílias mais vulneráveis. É mais uma medida para reduzir o impacto do isolamento social na economia da população mais vulnerável, como a isenção de ICMS da tarifa social da conta de luz, ampliação do Vale Renda, suspensão do vencimento das prestações dos contratos de programas habitacionais, isenção do pagamento quem tem a tarifa social de água e proibição dos cortes de serviços essenciais, entre outros.
Por Paulo Fernandes – Subsecretaria de Comunicação
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