
A Divisão de Homicídios (DH) investiga mais um caso de mais uma vítima de bala perdida na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Agentes buscam testemunhas e imagens de câmeras de segurança que possam ajudar nas investigações da morte da jovem Lorraine Xavier, de 18 anos, na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Ela foi atingida nas costas, perto de casa, durante uma troca de tiros entre PMs e traficantes, na quarta-feira (24).
Lorraine e uma vizinha, de 25 anos, que tentou ajudá-la e também foi baleada, foram socorridas e levadas para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste. Lorraine não resistiu e morreu. A vizinha foi atendida e liberada.
A adolescentes levou um tiro que atravessou o braço esquerdo e atingiu de raspão a mama direita. A vizinha, assim que saiu do hospital, foi prestar depoimento da 34ª DB (Bangu) e contou o que aconteceu.
“Fui fechar o meu portão por causa do tiroteio. Aí fui lá e tinha uma garota do lado de fora. Aí eu pedi a ela para que viesse para dentro da minha casa porque estava dando bastante tiro. Aí, nisso que fui puxar a menina para dentro da minha casa, estiquei o braço assim, nisso veio uma bala que me atingiu e também atingiu ela nas costas. Ela caiu no chão e eu corri para dentro jorrando de sangue. Aí paramos correndo um carro na rua, o primeiro carro que a gente viu, a gente parou. Aí, a gente não conseguiu. A gente tentou. Eu tentei mesmo, mas não deu. Lorraine, Lorraine, onde você estiver, Lorraine. Eu tentei muito te ajudar, mas não deu”, contou a vizinha.
A tia de Lorraine usou uma rede social para fazer um desabafo. “Senhor, como pode isso?”. Uma amiga postou: “Não consigo acreditar. Vou sentir muito sua falta”. Lorraine deixa uma filha ainda bebê.
A PM divulgou que a operação na comunidade Vila Aliança foi por volta das 15h de quarta-feira (24) para verificar informações do Disque Denúncia sobre tráfico de drogas. Foram apreendidos dez tabletes de maconha escondidos em uma laje. Ainda segundo a PM, testemunhas disseram aos policiais que os tires que atingiram as duas partiram de um traficante de faziam disparos em direção ao blindado da polícia.
A vizinha diz que os tiroteios têm sido uma rotina na Vila Aliança. E faz uma reclamação de que é comum entre moradores dessa e outras regiões.
“É nisso que a gente vive. Os moradores já tão como? Eu não sei se posso sair pra trabalhar. Em horário de escola, poxa. Os policiais já que querem uma operação faz de noite, faz de madrugada. Eu te garanto que não vai ter ninguém saindo para trabalhar. As pessoas que são honestas não vão estar indo trabalhar”, disse a vizinha da vítima.
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