
O aumento de casos de prisão de estrangeiros com cocaína boliviana em Mato Grosso do Sul pode estar ligado ao grau de pureza do entorpecente, baixo preço, oferta abundante do produto na fronteira com a Bolívia e também ao potencial de consumo na Europa e na Ásia.
A avaliação é do delegado José Antônio Simões de Oliveira Franco, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes de Tráfico de Drogas da Superintendência Regional da Polícia Federal.
Dados do Levantamento Global de Drogas 2017 (GDS, na sigla em inglês) mostram que em países da América do Sul, o grama da cocaína pura (cloridrato) pode custar, em média, menos de 10 euros (cerca de R$ 35), chegando ao seu destino, em países como Espanha, Malásia e Austrália, a aproximadamente 250 euros, perto de R$ 875.
Nos últimos meses, constatou-se que traficantes estrangeiros passaram a usar Campo Grande como corredor do tráfico de cocaína para outros países, com registro de vários casos.
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