Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026

DATA: 13/06/2017 | FONTE: G1 MS Agente preso com celulares embalados para detentos responde a sindicância, diz Agepen-MS Durante operação Chip, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão. Diretor do IPCG foi detido por porte ilegal de arma.

O agente penitenciário que foi preso com celulares destinados a detentos já era investigado pela corregedoria da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen), segundo nota divulgada pelo órgão.

Prisão de Cleiton Paulino de Souza foi feita durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta segunda-feira (12).

Conforme a Agepen, o servidor também está respondendo a uma sindicância. Devido à prisão temporária, por questões de segurança, ele foi alojado em uma cela do Centro de Triagem, destinada a ex-policiais. (veja nota completa da Agepen no fim desta reportagem)

Aparelhos estavam embalados para entrega (Foto: MP-MS/ Divulgação)

Aparelhos estavam embalados para entrega (Foto: MP-MS/ Divulgação)

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS), na casa do agente penitenciário preso, foram encontrados 23 celulares, alguns embalados e prontos para serem entregues no presídio, além de balança de precisão e R$ 8.627 em dinheiro.

Outras duas pessoas tiveram mandados de prisão temporária cumpridos. A Agepen informou que esses outros presos não são servidores do órgão.

 

Fúlvio Ramires da Silva, diretor do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), foi detido em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi liberado após pagar fiança de R$ 900. De acordo com a Agepen, Silva tem porte de arma, mas está vencido.

Celulares foram apreendidos durante operação no sistema penitenciário (Foto: MP-MS/ Divulgação)

Celulares foram apreendidos durante operação no sistema penitenciário (Foto: MP-MS/ Divulgação)

Operação Chip

 

O alvo principal da operação Chip é o sistema prisional. Além dos três mandados de prisão temporária, foram cumpridos cinco mandados de busca de apreensão. Os crimes apurados são corrupção, peculato, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Segundo o MP-MS, os trabalhos de busca aconteceram durante todo o dia na área administrativa do presídio, nas cantinas, setor de trabalho dos presos e nas celas.

Foram encontrados, no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), 24 aparelhos celulares, 24 carregadores, 19 fones de ouvido, sete chips, 562 gramas de maconha e 626 gramas de cocaína.

A operação terminou com o bagageiro de uma caminhonete lotado de alimentos apreendidos no IPCG, proibidos de serem comercializados em estabelecimentos penais, conforme Termo de Ajuste de Conduta firmado entre o MP-MS e a Agepen.

Todos os alimentos foram recolhidos e doados ao Asilo São João Bosco. A operação Chip teve apoio do Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPChoque).

Produtos apreendidos são proibidos em unidades prisionais (Foto: MP-MS/Divulgação)

Produtos apreendidos são proibidos em unidades prisionais (Foto: MP-MS/Divulgação)

Outras operações

 

Em maio de 2017, o Gaeco fez operação contra corrupção no presídio de regime semiaberto de Dourados. A ação levou o nome Apanágio e foi resultado de aproximadamente seis meses de investigações voltadas a apurar crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa.

Em janeiro também deste ano, outra operação do Gaeco. Diretor-presidente da Agência Estadual de Administração Penitenciária (Agepen) de Mato Grosso do Sul, na época, Airton Stropa, teve o celular apreendido durante a ação.

 

Veja, na íntegra, nota da Agepen sobre a operação:

 

“A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) acompanha as investigações da “Operação Chip”, deflagrada na manhã desta segunda-feira (12), no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A Agepen destaca que apoia qualquer ação que traga transparência e coíba atos irregulares ou de natureza criminosa por parte dos seus servidores, no sentido de punir quem é culpado, caso isso se comprove, e valorizar quem trabalha corretamente.

O servidor detido durante a operação já estava sendo investigado pela Corregedoria da Agepen, além de estar respondendo também a uma sindicância. Devido à prisão temporária, por questões de segurança, ele foi alojado em uma cela do Centro de Triagem, destinada a ex-policiais.

Os outros dois presos na operação não são servidores da Agepen. Cabe salientar que os entorpecentes e celulares foram aprendidos em celas do Instituto Penal, com presos, como ocorre em vistorias realizadas pela Agepen.

 

Informamos, ainda, que os produtos comercializados na cantina são autorizados conforme termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre a agência penitenciária e o Ministério Público Estadual, tendo sido constatadas, na operação, principalmente, divergências quanto ao tipo das embalagens permitidas. A Agepen irá apurar as circunstâncias desta falha.”

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