
Acidente ocorrido no início da noite desta quinta-feira (30.out), entre Aral Moreira e Sanga Puitã, região de fronteira em Ponta Porã, terminou com a morte de Uesnei Cabral Silveira, de 31 anos, que estava foragido da Justiça e usava documento falso para se esconder da polícia.
Veículo capotou e ficou completamente destruído após sair da pista entre Aral Moreira e Sanga Puitã (Foto: Divulgação)
Conforme consta no boletim de ocorrência, a esposa de Uesnei relatou que ligou para o marido por volta das 18h e foi surpreendida ao ser atendida por um bombeiro. O socorrista informou que Uesnei havia sofrido um grave acidente de carro e seria levado ao Hospital Regional de Ponta Porã. No local, a mulher foi informada de que o marido não resistiu aos ferimentos e morreu após uma parada cardíaca. Ele havia sido ejetado do veículo durante a colisão.
A mulher disse que o carro envolvido era uma caminhonete Hilux, mas que não pertencia ao casal.
Pouco depois do registro da ocorrência, a PMR (Polícia Rodoviária Militar) compareceu à delegacia levando os pertences de Uesnei. Os policiais confirmaram que o homem tinha mandado de prisão em aberto e estava usando documentos falsos em nome de outra pessoa, com foto trocada.
Uesnei Cabral Silveira em foto tirada no dia em que foi preso por tráfico (Foto: Reprodução / Processo criminal)
Envolvimento com o tráfico – Uesnei Cabral Silveira não era um nome desconhecido da polícia. No dia 30 de julho de 2021, ele havia sido preso pela Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) em uma operação que desarticulou um grupo acusado de vender maconha e skunk (a chamada supermaconha) a universitários na fronteira.
Na ocasião, Uesnei e outros dois homens, Carlos Henrique Souza Vieira e Gabriel Rios Mendonça, foram flagrados em uma casa no Bairro Jóquei Clube, em Ponta Porã, com 55 quilos de maconha e 11 quilos de skunk.
O trio usava veículos para circular nas imediações de faculdades frequentadas por brasileiros que estudam medicina no Paraguai. A droga, segundo a polícia, era produzida e embalada a vácuo, com visual sofisticado e distribuição “personalizada”.
Os três presos com “maconha classe A”, na sede da Defron em Dourados (Foto: Adilson Domingos)
Pais de estudantes haviam denunciado a ação dos traficantes, o que levou à operação que resultou na prisão do grupo. Na época, Uesnei chegou a ser levado para a sede da Defron, em Dourados, mas conseguiu fugir posteriormente.
Com o acidente desta quinta-feira, a fuga de Uesnei terminou. As circunstâncias do acidente e a origem do veículo Hilux ainda serão investigadas pela polícia.
A Polícia Civil de Ponta Porã segue apurando o caso, inclusive para esclarecer o que Uesnei fazia na região entre Aral Moreira e Sanga Puitã no momento do acidente.
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