
Policiais do Batalhão de Choque apreenderam canetas emagrecedoras e carga de cocaína que estavam em uma carreta dos Correios, nesta quarta-feira (19.nov), na BR-262, em Campo Grande, durante operação que contou com cães farejadores e foi desencadeada após o motorista ignorar ordem de parada. A equipe abordou o veículo por volta das 5h, durante ação da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas. Os policiais identificaram a carga ilícita porque o condutor não acatou o sinal e despertou suspeita ao alegar que não percebeu a ordem.
A equipe iniciou a vistoria e acionou o cão farejador Aron, que indicou duas mochilas escondidas na parte inferior do banco traseiro da cabine. Os policiais abriram o compartimento e encontraram 43 tabletes de cocaína, que totalizaram 44,9 quilos, além de 95 caixas de canetas usadas para emagrecimento e trazidas de forma irregular. O motorista afirmou desconhecer a existência da droga na carreta, mas acabou preso em flagrante.
O condutor disse que havia parado em um posto de combustível às 5h para trocar de motorista e que o veículo tinha retornado de Cuiabá no dia anterior. Os policiais preservaram o caminhão porque o veículo pertence à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, conforme orientação da Polícia Federal. A ocorrência reforçou casos anteriores em que criminosos usaram caminhões vinculados aos Correios para transportar droga no Estado.
Carga de canetas emagrecedoras foi apreendida. (Foto: Reprodução/Choque)
A apreensão desta semana reacende episódios registrados em Mato Grosso do Sul, como o flagrante de fevereiro de 2020, quando 59 quilos de cocaína foram encontrados em veículo a serviço dos Correios em Corumbá. Naquele caso, denúncia anônima alertou sobre o armazenamento da droga em um caminhão parado diante de uma agência bancária. Os agentes acompanharam a ação e detiveram um dos envolvidos no momento em que ele colocava uma caixa na cabine.
Operações recentes também investigam o uso de estruturas terceirizadas dos Correios para o transporte de cocaína. Neste ano, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) expôs a atuação de uma organização criminosa durante a Operação Snow, que usava carros funerários e caminhões da Transportadora Print Ltda., empresa contratada pelos Correios. A denúncia indicou que o coordenador de logística da Print organizava os
carregamentos
ilegais, enquanto outro integrante desligava rastreadores e instalava GPS próprio para permitir o acompanhamento da rota pelo líder do grupo.
Em nota, os Correios disseram que "iniciaram os procedimentos para apuração junto à empresa terceirizada, para análise e a aplicação de medidas cabíveis" e que "trabalham em parceria com os órgãos de segurança pública e fiscalização para prevenir o tráfego/envio de itens proibidos por meio do serviço postal e, dessa forma, estão sempre à disposição para colaborar com as investigações".
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