Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026

DATA: 04/12/2025 | FONTE: campograndenews Fungo que pode comprometer 90% da produção de soja é detectado em MS Doença apareceu em lavoura comercial de Sete Quedas e reforça alerta para manejo e vigilância contínua

O Consórcio Antiferrugem confirmou nesta quarta-feira (03.dez), o primeiro foco de ferrugem asiática da safra 2025/2026 em uma lavoura comercial de soja em Sete Quedas, que havia sido notificada no dia 27 de novembro.

Conforme os dados apurados pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho), a Terrana Consultoria identificou a suspeita em estágio avançado e enviou o material para análise. A fundação responsável validou a presença do fungo após avaliação técnica.

Ainda conforme a entidade, a área foi plantada na segunda quinzena de setembro e segue em monitoramento de rotina por equipes locais.

A doença avançou em um cenário de calor elevado e umidade alta na região sul do Estado, que favorece a circulação dos esporos no campo. Os primeiros sinais aparecem como pontos marrom-avermelhados na parte inferior das folhas e evoluem para lesões escuras distribuídas pela planta. O problema reduz a capacidade de fotossíntese, provoca queda antecipada das folhas e compromete a formação dos grãos.

A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que se instala nas folhas e provoca rápida perda de produtividade quando não há manejo correto. Em quadros severos, o ataque pode comprometer até 90% da produção e altera a dinâmica de toda a lavoura. A pressão de infecção aumenta quando a planta encontra condições favoráveis ao fungo, como calor, umidade e circulação constante de vento.

O controle exige manejo integrado, que inclui o vazio sanitário, a rotação de culturas e o uso de cultivares resistentes. O vazio sanitário é o período em que o produtor deve manter o campo sem plantas vivas de soja, para interromper o ciclo do fungo e reduzir a quantidade de esporos antes do início da safra. A prática funciona como barreira sanitária e complementa o monitoramento contínuo das áreas.

Vale ressaltar que o painel do Consórcio Antiferrugem já havia registrado oito focos no País antes da confirmação em Mato Grosso do Sul, com seis casos no Paraná e um em São Paulo. Na safra passada, o Estado contabilizou 12 ocorrências e ocupou a terceira posição entre as unidades da federação com maior número de registros.

 

Por Gustavo Bonotto

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