
Horas antes de ser morta a facadas pelo ex-marido, Aline Barreto da Silva, de 33 anos, pediu ajuda à Polícia Militar em Ribas do Rio Pardo. Ela pediu socorro, ligando para relatar uma discussão com Marcelo Augusto Vinciguerra, de 31 anos. A informação consta no boletim de ocorrência registrado após o crime, investigado como feminicídio, no contexto de violência doméstica e familiar.
Aline Barreto da Silva em foto recente (Foto: ClaraNews)
De acordo com o registro policial, por volta das 16h10 de sábado (13.dez), uma equipe da Polícia Militar foi até o endereço indicado, mas não encontrou nenhuma das partes. No local, um popular informou aos policiais que a vítima já havia se deslocado do imóvel.
Ainda conforme o boletim, Aline possuía registro anterior contra o agressor, além de medida protetiva que já estava vencida no momento do crime.
O ataque aconteceu horas depois, durante a madrugada de domingo (14). A vítima foi atingida por três golpes de arma branca, sendo dois no tórax e um superficial na perna esquerda. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para atendimento médico, mas teve o estado de saúde considerado grave, com suspeita de pneumotórax, segundo a médica plantonista. Apesar dos esforços da equipe médica, Aline não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Marcelo Augusto Vinciguerra em postagem das redes (Foto: Direto das Ruas)
Marcelo Augusto Vinciguerra foi localizado pela Polícia Militar em frente à residência e preso em flagrante. Próximo a ele, os policiais encontraram uma faca com cerca de 30 centímetros de lâmina, apontada como a arma utilizada no crime. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi formalmente registrado como feminicídio.
As investigações seguem sob a responsabilidade da Polícia Civil. A equipe de reportagem tentou questionar a Polícia Militar sobre o acontecimento e aguarda retorno.
Números alarmantes - O caso foi registrado como feminicídio e as investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil para o completo esclarecimento dos fatos. Aline entra para a triste estatística das mulheres que morreram em razão de serem mulheres neste ano no Mato Grosso do Sul. São 39 casos em 2025. Este já é o terceiro pior ano desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, atrás apenas de 2020 (40 casos) e 2022 (44 casos).
Faca utilizada no crime (Foto: Divulgação)
Se você sofre ou presencia violência doméstica, denuncie. A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciosa.
Se você sofre ou presencia violência doméstica, denuncie. A Central 180 funciona 24 horas, é gratuita e a ligação pode ser anônima. Em situação de emergência, ligue 190. Violência não pode ser silenciada.
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