
Conhecido no mundo do crime como “Gustavo Mamãe”, o motociclista Gustavo Fernandes Ribeiro, de 30 anos, morto com pelo menos 12 tiros na noite desta terça-feira (16.dez), no Jardim São Conrado, em Campo Grande, era suspeito de envolvimento em homicídios na Capital e foi executado após furtar droga de um traficante.
Gustavo foi executado a tiros na noite de terça-feira (Foto: Redes sociais)
A reportagem apurou que Gustavo era conhecido no mundo do crime, sendo investigado por atuação em dois homicídios - um consumado e outro tentado - praticados na Vila Nhanhá. Também era apontado como traficante de drogas.
Na noite desta terça-feira, ele foi até o local onde acabou morto, na Rua Praia Grande, para, ao que tudo indica, negociar entorpecentes. A motivação do crime seria o furto da droga de um traficante, o que teria levado à execução.
No histórico criminal de Gustavo consta passagem por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Em setembro do ano passado ele foi flagrado conduzindo um caminhão furtado e tentou fugir da abordagem policial. Na ocasião, afirmou que havia sido contratado por um homem conhecido como “Dente” para levar o veículo de Dourados a Campo Grande. Também há registros por desobediência, tráfico e posse de drogas, ameaça e receptação.
Mesmo depois de ser atingido por pelo menos 12 tiros, Gustavo ainda foi alvo de chutes na cabeça, segundo relato de quem vive na região, descrita como escura, erma e cercada por matagal. Na manhã desta quarta-feira (17), o capacete que a vítima usava foi encontrado no local, com marcas de tiros e sangue.
Capacete da vítima com marcas de tiro e sangue. (Foto: Marcos Maluf)
Uma moradora contou que viu Gustavo momentos antes do ataque. “Ele estava parado debaixo da árvore, parecia que era entregador. Ficou um tempão parado. Os caras vieram da outra rua e emparelharam com ele. Depois de atirar, ainda deram duas pesadas na cabeça dele, que já estava morto”, relatou. Para ela, “o pessoal foi frio demais”.
De acordo com a polícia, Gustavo Fernandes foi atingido por pelo menos 12 disparos de pistola calibre 9 milímetros, que atingiram os braços direito e esquerdo, cabeça, rosto e costas. O socorro foi acionado, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Durante os levantamentos, foram encontrados 11 estojos deflagrados de munição calibre 9 mm e uma munição intacta do mesmo calibre, todos recolhidos pela perícia. Além das cápsulas, um aparelho celular que estava com a vítima foi apreendido para análise pericial. Os autores do assassinato de Gustavo são procurados pela polícia.
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