
A elefanta Kenya morreu, cinco meses após ser transferida da Argentina para o Santuário de Elefantes Brasil, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. O animal ficou famoso e tomou conta das manchetes locais ao cruzar Mato Grosso do Sul e passar por Campo Grande em julho, durante uma viagem de 3,6 mil quilômetros feita por estrada. O santuário informou que dados preliminares da necropsia indicam alta probabilidade de tuberculose em estágio avançado.
Kenya tinha idade estimada em 44 anos e viveu cerca de quatro décadas em cativeiro no Ecoparque de Mendoza, onde chegou ainda filhote, aos quatro anos, informa a entidade responsável em nota à imprensa, divulgada nesta sexta-feira (19). A remoção ocorreu após decisão das autoridades argentinas de encerrar a manutenção de elefantes em cativeiro no país, prática que durou 136 anos. O destino foi escolhido por oferecer uma área ampla e manejo voltado a animais que passaram a vida em espaços reduzidos.
O transporte ocorreu em uma caixa especial, adaptada para longas distâncias e equipada com câmeras para monitoramento constante. A caravana contou com caminhão, veículos de apoio e escolta, além de equipes técnicas brasileiras e argentinas. As paradas ocorreram a cada duas horas para alimentação, hidratação e limpeza da caixa.
Em Campo Grande, a comitiva fez uma parada na saída para Cuiabá (MT), o que atraiu moradores e motoristas curiosos. Kenya permaneceu na gaiola durante todo o período, enquanto a equipe forneceu água, frutas e outros alimentos. Após a pausa, o grupo seguiu viagem no mesmo dia rumo ao Mato Grosso.
A chegada ao santuário ocorreu em 9 de julho e foi transmitida ao vivo pelas redes sociais da instituição. Kenya demorou cerca de 30 minutos para sair completamente da caixa e teve acesso inicial a um recinto de adaptação. O espaço contou com feno, água e acompanhamento permanente da equipe veterinária.
Segundo dados divulgados pelo próprio santuário, quatro elefantes morreram entre 2019 e 2025 em menos de um ano após a chegada ao local. Além de Kenya, a elefanta Pupy morreu em outubro, cerca de seis meses após a transferência da Argentina. Pocha e Ramba também morreram poucos meses depois de chegar ao santuário.
O Laboratório de Patologia da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) ainda não concluiu os laudos das necropsias. A instituição informou que existe prazo de até 90 dias para a entrega dos resultados e que não divulga dados de prontuários.
Animal foi escoltada por ativistas durante passagem por MS. (Foto: Arquivo/Henrique Kawaminami)
Por Gustavo Bonotto
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