
O sul-mato-grossense Fernando Rufino, campeão paralímpico, voltou ao pódio neste início de temporada. Na I Etapa da Copa Brasil de Paracanoagem 2026, disputada no Parque Náutico do Iguaçu, em Curitiba (PR), o atleta conquistou ouro na canoa e prata no caiaque, resultado que reforça seu protagonismo no ciclo rumo aos Jogos de Los Angeles.
Nas redes sociais, Rufino resumiu o desempenho com objetividade. “Dia de muita luta e recompensa. Voltando para casa com Ouro na Canoa e Prata no Caiaque. Gratidão”, publicou. Em outra postagem completou dizendo que o “saldo de um dia produtivo por aqui: ouro na canoa e prata no caiaque. O trabalho continua”.
A competição, promovida pela Confederação Brasileira de Canoagem, é válida para o ranking nacional e tem peso estratégico na formação das seleções que representarão o país ao longo do ano. Além das disputas nas classes KL e VL, o evento também conta pontos para definição das equipes que participam de competições internacionais da Federação Internacional.
A temporada marca uma fase diferente para o atleta de Itaquiraí. Especialista na VL2, classe em que conquistou dois ouros paralímpicos, Rufino voltou a competir também no caiaque, buscando pontuar novamente na categoria.
O movimento não é aleatório. Em um ciclo paralímpico, cada prova, cada ponto e cada pódio contam. A estratégia amplia as possibilidades de classificação e fortalece o posicionamento internacional do atleta.
O resultado também ganha peso diante da confirmação, pelo Comitê Paralímpico Internacional, da manutenção das dez provas de Paracanoagem no programa dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. Serão seis disputas de caiaque e quatro de canoa, com paridade de gênero e 100 vagas distribuídas igualmente entre homens e mulheres.
A modalidade será realizada no Marine Stadium, em Long Beach, marcando a quarta participação consecutiva da Paracanoagem no programa paralímpico, desde a estreia no Rio 2016.
Para o Brasil, que subiu ao pódio quatro vezes em Paris 2024, manter o nível é obrigação. Rufino foi ouro nos 200 metros da VL2, consolidando o país como uma das potências da modalidade.
Rufino na I Etapa da Copa Brasil de Paracanoagem 2026, em Curitiba (PR) (Foto: Reprodução/Instagram)
Nascido em Itaquiraí, em Mato Grosso do Sul, Rufino iniciou na canoagem após um acidente que comprometeu parcialmente o movimento das pernas. O que poderia encerrar sonhos abriu outro caminho. Hoje, soma dois ouros paralímpicos e títulos mundiais na classe VL2.
A nova conquista na Copa Brasil não é apenas mais uma medalha. É um recado claro de que o bicampeão segue competitivo, ampliando repertório técnico e mirando o próximo grande objetivo.
Por Kamila Alcântara
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