
Mesmo com o avanço da chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, bem como na área urbana da cidade, a Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) deixará o município na próxima sexta-feira (17.abr), após decisão do Ministério da Saúde.
A informação consta em ofício enviado ao MPF (Ministério Público Federal) por membro do Conselho Municipal de Saúde, que aponta a retirada das equipes em meio à epidemia que já matou, até o momento, sete pessoas.
Nesta quarta-feira (15), o COE (Centro de Operações de Emergências), que ainda não recebeu comunicado oficial, fará reunião para debater a decisão.
“Fomos surpreendidos com a notícia de que a equipe da Força Nacional do SUS deverá ser recolhida da cidade de Dourados na próxima sexta-feira”, afirmou o conselheiro Carlos Alberto Vittorati.
A força-tarefa foi enviada ao maior município do interior do estado após decreto de emergência em saúde e tem atuado diretamente no atendimento à população indígena, mais afetada pela chikungunya.
“Não há como aceitar que os acometidos pela chikungunya sejam relegados à própria sorte [...]. Muitos irão morrer de forma indigna, porque estarão desassistidos”, disse Vittorati.
Cenário preocupa
O cenário de chikungunya ainda preocupa as autoridades em saúde. No último dia 8, o coordenador da Força Nacional em Dourados afirmou que o pico de contaminação ainda não ocorreu e deve começar a partir de 15 de maio.
Agora, essa decisão de deixar a cidade contraria o que foi anunciado em 3 de abril, durante visita de autoridades federais ao município, entre elas, o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena.
Na ocasião, foi informado que a Força Nacional permaneceria em Dourados até o fim da epidemia nas aldeias indígenas.
O ofício encaminhado ao Ministério Público Federal pede intervenção do procurador Marco Antônio Delfino para tentar reverter a retirada das equipes e ressalta que a saúde indígena é de responsabilidade da União.
Informe epidemiológico
Dados da Secretaria Municipal de Saúde mais recentes mostram que Dourados contabiliza mais de 5 mil notificações, 1,7 mil casos confirmados e dezenas de pacientes internados, além das sete mortes confirmadas, conforme mencionado no início da reportagem.
Por Luiz Guilherme
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