
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano, confirmou nesta segunda-feira (11.mai), mais uma morte causada por complicações da doença no município.
A vítima foi uma mulher branca, de 46 anos, que estava internada no Hospital Universitário da UFGD (HU/UFGD) desde o dia 26 de abril, quando apresentou os primeiros sintomas da doença.
Com o novo registro, Dourados passa a contabilizar 11 mortes por Chikungunya desde o início da epidemia, sendo nove indígenas e duas não indígenas.
Apesar do novo óbito, o município observa sinais de desaceleração da epidemia. Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, a Curva Epidemiológica de casos notificados apresentou queda significativa na 19ª semana de monitoramento.
O secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, lamentou a nova perda e voltou a pedir apoio da população no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti.
“Lamentamos mais uma vida perdida para a Chikungunya em nossa cidade e reforçamos o apelo para que as pessoas acabem com pontos de água parada, mantenham o quintal limpo e acondicionem o lixo em sacos apropriados para coleta”, destacou.
Além das 11 mortes confirmadas, a Secretaria Municipal de Saúde investiga outros três óbitos suspeitos relacionados à doença: uma criança indígena de 12 anos; um idoso não indígena de 84 anos, portador de doença arterial coronariana; e um paciente não indígena de 50 anos, que morreu na UPA no dia 27 de abril.
O boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira aponta que 28 pacientes seguem internados com Chikungunya em Dourados. Destes, um está no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 18 no Hospital Universitário, um no Hospital Unimed, três no Hospital Regional, dois no Hospital da Vida e três no Hospital Evangélico Mackenzie.
Os dados atualizados mostram ainda que o município já registrou 8.275 notificações da doença, com 5.410 casos prováveis, 3.374 casos confirmados, 2.865 descartados e 2.036 em investigação.
A taxa de positividade atualmente está em 54,1%, índice considerado extremamente elevado para padrões epidemiológicos. Já a taxa de ataque, que mede a incidência da doença na população, chegou a 2% para cada grupo de 100 habitantes.
Entre a população indígena, os números seguem preocupantes. Foram registradas 3.213 notificações, com 2.488 casos prováveis, 2.093 casos confirmados, 725 descartados e 395 em investigação.
Segundo organismos internacionais de saúde, taxas de positividade acima de 5% já indicam transmissão não controlada. O percentual registrado atualmente em Dourados reforça o cenário epidêmico enfrentado pelo município nas últimas semanas.
Por Flávio Verão
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