Terça-Feira, 30 de Junho de 2026

DATA: 29/06/2026 | FONTE: campograndenews Em 8 dias, "Blindado" matou 3 e feriu outro antes de morrer em confronto com o Choque João Vitor de Souza Rolon recebia até R$ 3 mil para executar vítimas

Pistoleiro responsável por três homicídios e uma tentativa de assassinato em um intervalo de oito dias, João Vitor de Souza Rolon, de 20 anos, morreu ao reagir à abordagem do Batalhão de Choque da Polícia Militar, no sábado (27.jun). Conhecido como “Blindado”, ele era apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho.

O jovem era investigado como autor do homicídio de Kátia Lima Chimenes, de 36 anos, executada com um tiro na cabeça na noite do dia 20, em Maracaju.

Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (29), o comandante do Choque, major Cleyton da Silva Santos, detalhou o modo de atuação do suspeito. Segundo ele, “Blindado” utilizava armas diferentes em cada crime e as descartava em seguida.

O primeiro homicídio atribuído ao pistoleiro ocorreu no dia 20 deste mês, em Maracaju, quando Kátia foi assassinada. Três dias depois, ele executou o casal Lucas Gomes dos Santos, de 27 anos, e Juliane Malar, de 59, em Ivinhema.

Comandante do Choque, Major Cleyton, durante coletiva (Foto: Geniffer Valeriano)

No mesmo dia 23, também em Maracaju, João Vitor ainda tentou matar dois homens, de 26 e 27 anos. Para essa ação, contou com a ajuda de um comparsa, mas as vítimas sobreviveram.

De acordo com o comandante, a sequência de crimes demonstra frieza. “Num curto espaço de tempo, do dia 20 até o dia 28, ele cometeu três homicídios, inclusive em cidades diferentes. Estava disposto a praticar qualquer tipo de delito por dinheiro”, afirmou.

Ainda conforme o major, os crimes eram encomendados por pessoas distintas e pagos com valores considerados baixos. “Não era nada exorbitante, como R$ 100 mil. Eram quantias ínfimas, de R$ 2 mil a R$ 3 mil para tirar uma vida”, completou.

Confronto - “Blindado” morreu após confronto com policiais do Batalhão de Choque. A abordagem aconteceu em frente à casa onde ele morava, em Rio Brilhante. Segundo a polícia, a equipe foi até o local após denúncia de que o jovem havia recebido um revólver calibre .38. Ao ser abordado no portão, ele teria sacado a arma e apontado para os policiais.

Diante da situação, o comandante efetuou três disparos para conter a ameaça. João Vitor foi socorrido e levado ao hospital, onde deu entrada por volta das 10h30, mas não resistiu. Enquanto ele era atendido, outros policiais permaneceram no local para preservar a cena. O caso representa a 64ª morte por intervenção de agente do Estado neste ano.

 

Por Geniffer Valeriano

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