
Depois de anos fora do calendário das principais competições do futebol sul-mato-grossense, o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, começou oficialmente uma nova etapa de recuperação. Foi apresentado nesta segunda-feira (06.jul), em Campo Grande, o início da troca completa do gramado, intervenção considerada fundamental para que o principal estádio de Mato Grosso do Sul volte a receber partidas oficiais.
A obra é conduzida pela FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul), e da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
Nesta primeira fase, a Federação será responsável pela retirada do gramado atual, implantação de sistema de irrigação, instalação do novo piso esportivo e adequações nos bancos de reservas, vestiários e pista do estádio. A FFMS também assumirá a gestão do campo pelos próximos oito anos para competições organizadas pela entidade e pela CBF.
Além da etapa executada pela Federação e pela CBF, o Governo de Mato Grosso do Sul pretende investir R$ 16,7 milhões nas obras de recuperação do Morenão. O recurso deve contemplar a reforma geral da estrutura do estádio, em uma fase posterior à revitalização do campo.
Segundo o presidente da FFMS, Estevão Petrallás, os trabalhos já haviam começado na quinta-feira anterior à apresentação oficial. Ele afirmou que a prioridade foi iniciar pelo gramado porque a nova grama precisa de tempo para fixação, adubação e preparação antes de receber jogos.
“A expectativa nossa é que em dezembro entregue o gramado e em janeiro a gente possa fazer um Campeonato Estadual”, afirmou Petrallás.
O dirigente também informou que o investimento previsto nesta etapa do gramado é de aproximadamente R$ 1 milhão, repassado em parcelas. A primeira parte do recurso já foi aportada, permitindo o início dos trabalhos pela empresa contratada para execução do serviço.
Dirigentes e autoridades estiveram nesta manhã no Morenão (Foto: Sofia Lupaes)
A expectativa da Federação é que o Morenão esteja em condições de receber a abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A de 2027, em janeiro. A volta do estádio é tratada como uma necessidade para o futebol local, que nos últimos anos precisou recorrer a estruturas menores ou adaptadas para receber partidas.
Para os clubes, a recuperação do Morenão representa mais do que a volta de um campo de jogo. Presidente do Comercial, Marlon Brandt afirmou que o estádio é um marco histórico de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul, com importância esportiva e cultural. Segundo ele, uma estrutura de maior porte pode ajudar a atrair novamente o público às arquibancadas.
“O torcedor precisa de condições para vir ao estádio. Se tiver qualidade nos jogos e qualidade para acolher o torcedor, a gente tem certeza que o público retorna”, disse.
Representando o Operário, Eduardo Maluf também destacou o peso histórico do estádio e a expectativa de retomada dos grandes clássicos no local. Para ele, ver a obra sair do papel é um sinal importante para o futebol sul-mato-grossense, que passou anos convivendo com promessas de recuperação do Morenão.
Vista de fora do estádio Morenão, principal palco esportivo de MS (Foto: Sofia Lupaes)
A reitora da UFMS, Camila Ítavo, afirmou que a união entre as instituições permite devolver o estádio à sociedade. Ela destacou que o espaço pode voltar a ser utilizado não apenas para o futebol profissional, mas também para revelar talentos, fortalecer a base e receber eventos culturais.
O novo responsável pela administração do Morenão, André Chita, representante do Governo do Estado, disse que a revitalização do gramado abre caminho para uma reforma mais ampla do estádio. Segundo ele, a retirada de materiais das dependências do Morenão já foi feita e o processo legal para avanço das próximas etapas está em andamento.
Além dos jogos estaduais, a FFMS trabalha com a possibilidade de o Morenão receber partidas de competições nacionais, como Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, desde que haja encaixe no calendário. O projeto também prevê a realização de grandes eventos e shows, com protocolos específicos para preservar o novo gramado.
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