
O Paraguai iniciou a pavimentação de mais 52 quilômetros da Rota Bioceânica em direção à fronteira com a Argentina. As obras estão concentradas entre Cruce Don Silvio e Pozo Hondo e fazem parte do Lote 4 do terceiro trecho do corredor em território paraguaio.
Segundo o MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai), o serviço começou após a conclusão da formação do aterro. O Lote 4 integra a pavimentação de 224 quilômetros da rodovia PY15 entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina. Para a execução das obras, esse terceiro trecho da Bioceânica foi dividido em quatro lotes.
A estrutura do pavimento foi projetada para suportar as exigências do tráfego internacional de cargas. Segundo o MOPC, são utilizadas três camadas de solo-cimento, com resistências de 14, 20 e 20 kg/cm². Sobre elas, são aplicados 7 centímetros de base asfáltica e mais 6 centímetros na camada final de rolamento.
"Estamos com o aterro concluído, as obras de drenagem em 99% e avançando fortemente com o pacote estrutural de três camadas de solo-cimento, iniciando a base asfáltica de 7 cm e a camada final de 6 cm", afirmou o engenheiro Carlos Vaché, da supervisão técnica da obra.
A pavimentação no Chaco paraguaio é uma das obras fundamentais para viabilizar o Corredor Bioceânico, também chamado de RILA (Rota da Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio. A via é uma megaestrada com mais de 2,4 mil quilômetros, que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Segundo o MOPC, a extensão da Rota Bioceânica no país foi dividida em três trechos para pavimentação. O primeiro, de Carmelo Peralta a Loma Plata, tem 277 quilômetros e já está concluído. O investimento na iniciativa foi de US$ 443 milhões.
Em Carmelo Peralta está sendo construída a Ponte da Bioceânica, que liga o Paraguai ao Brasil por Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul. A obra é outra estrutura fundamental para viabilizar o corredor e deve ser concluída até setembro deste ano.
Já o segundo trecho da rota no Paraguai vai de Cruce Centinela a Mariscal Estigarribia. São 102 quilômetros de extensão, com investimento previsto de US$ 200 milhões e empréstimo já autorizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Segundo o ministério, enquanto a pavimentação não é executada, a PY09, rodovia já existente na região e que foi remodelada, pode funcionar como alternativa para o trecho.
O terceiro trecho é justamente o da pavimentação de 224 quilômetros da rodovia PY15, entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina.
Por Anderson Viegas
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