Terça-Feira, 03 de Novembro de 2026

DATA: 14/08/2026 | FONTE: campograndenews Morre ex-militar baleado na cabeça ao ser confundido com o irmão Jorciley Eloi de Moraes foi atingido de costas no quintal de casa e teve perda de massa encefálica

Morreu na noite de quinta-feira (13.ago), na Santa Casa de Campo Grande, o ex-militar do Exército Jorciley Eloi de Moraes, de 46 anos. Ele foi atingido por um tiro na cabeça no início da noite de quarta-feira (12), enquanto estava sentado de costas no portão do quintal de uma residência na Rua Andrade Neves, no Bairro Jardim Noroeste. A suspeita é que a vítima foi confundida com o próprio irmão, Gilson Eloi de Moraes, de 47 anos, que estava em liberdade condicional.

Jorciley foi atingido na cabeça e acabou não resistindo ao ferimento (Foto: Reprodução)

Os autores, segundo o boletim de ocorrência, estavam em uma motocicleta preta. Usando capacetes que impediram a identificação, os suspeitos efetuaram o disparo contra a cabeça de Jorciley e fugiram em rumo ignorado. A vítima sofreu ferimentos graves, com perda de massa encefálica.

Ele foi socorrido por uma moradora e levado inicialmente ao CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes, de onde foi transferido em estado gravíssimo para a Santa Casa, mas não resistiu. A morte foi confirmada às 19h43 de quinta-feira.

Na manhã de quinta-feira, vestígios de sangue ainda podiam ser vistos na calçada e em uma peça de roupa espalhada pelo chão do quintal. Moradores da região relataram que o ex-militar não morava no local, mas frequentava a casa e era conhecido por ser uma pessoa "tranquila e trabalhadora", reforçando a tese de engano.

Conforme o boletim de ocorrência, Gilson relatou estar em liberdade condicional e ter pertencido à facção criminosa paulista. Por isso, acreditava que o grupo criminoso rival, o CV (Comando Vermelho), teria ordenado o ataque contra ele.  No momento do crime, o ex-militar estava sentado de costas no portão do imóvel e, por ser “muito parecido com o irmão”, acabou sendo atingido.

Histórico

Gilson acumula mais de 31 anos de penas na Justiça por homicídio qualificado, roubo e lesão corporal. Seu histórico inclui um assassinato praticado em 1997 contra um cobrador de táxi-lotação no Centro de Cuiabá (MT), além de um episódio em 2017 no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, onde usou o documento do irmão - que não tinha passagens pela polícia -  para tentar esconder a identidade após ser preso por furto em um atacadista.

Ele havia progredido para o livramento condicional em julho, concedido pela 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande. Durante as checagens no local do crime, a polícia confirmou que não havia mandados de prisão em aberto contra ele.

O caso foi atendido por equipes do Batalhão de Choque, do GOI (Grupo de Operações e Investigações), da Polícia Civil e da Perícia Técnica, e segue sob investigação para apurar a autoria do homicídio.

Peça de roupa manchada de sangue no local onde atentado aconteceu (Foto: Juliano Almeida)


Por Ana Paula Chuva

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