Terça-Feira, 03 de Novembro de 2026

DATA: 17/09/2026 | FONTE: campograndenews Mulher usa amizade de longa data para pegar dinheiro, e some com R$ 162 mil Conforme boletim de ocorrência, autora entrou em um "moai" com uma das vítimas, e pediu empréstimo para outra

Duas pessoas procuraram a Polícia Civil de Campo Grande nesta semana para denunciar uma mulher de 46 anos por supostos golpes que, segundo os relatos, teriam sido praticados após anos de amizade e confiança. Os dois casos registrados na 2ª Delegacia de Polícia envolvem, juntos, R$ 162,1 mil e têm como ponto em comum pedidos de dinheiro que seriam destinados a investimentos em um comércio, seguidos de sucessivas promessas de pagamento que não teriam sido cumpridas.

O caso mais recente foi registrado nesta quarta-feira (16.set) por uma mulher de 42 anos, que afirma ter perdido R$ 100,1 mil. Segundo o relato, ela administrava entre pessoas próximas um “moai”, grupo que funciona como um consórcio informal, em que os participantes fazem pagamentos mensais e, a cada rodada, um integrante recebe o valor arrecadado.

A vítima contou à polícia que conhecia a mulher denunciada havia cerca de 15 anos e, por causa da relação de amizade, permitiu que ela entrasse no grupo. A suspeita teria dito que precisava do dinheiro para investir na própria empresa e passou a insistir para participar.

No segundo mês, quando os integrantes já poderiam ser contemplados, a mulher teria oferecido um lance e conseguido receber o valor integral arrecadado naquela rodada. De acordo com o boletim de ocorrência, foram R$ 100.100. Até então, ela havia pago apenas a primeira cota do grupo.

Depois de receber o dinheiro, no entanto, a participante teria deixado de fazer os pagamentos seguintes. A vítima relatou que inicialmente recebeu a promessa de que o valor seria depositado na data prevista para o pagamento do moai, mas isso não aconteceu.

As cobranças teriam sido seguidas por novas justificativas e promessas de quitação. Com o passar do tempo, segundo a denunciante, a mulher deixou de atender as ligações e responder às mensagens, permanecendo inadimplente.

A vítima também relatou ter descoberto, por meio de terceiros, que outras pessoas teriam passado por situações semelhantes. Conforme o depoimento, a suspeita teria conseguido dinheiro de conhecidos valendo-se de relações de amizade e confiança e, posteriormente, deixado de cumprir os pagamentos.

A mulher de 42 anos entregou à polícia conversas e prints que, segundo ela, mostram o recebimento dos R$ 100,1 mil, além de mensagens nas quais a dívida teria sido reconhecida. Ela manifestou interesse na apuração criminal e representou contra a suspeita.

Dívida de R$ 62 mil

Um dia antes, na terça-feira (15), um homem também procurou a 2ª Delegacia de Polícia para registrar uma denúncia contra a mesma mulher. Neste caso, ele afirma ter emprestado R$ 62 mil para que ela pudesse expandir o comércio.

O denunciante relatou que também conhecia a mulher havia aproximadamente 15 anos e que, ao longo desse período, os dois desenvolveram uma relação de amizade e proximidade familiar. Segundo ele, a mulher teria conquistado a confiança dele e da esposa com demonstrações de amizade e religiosidade.

Foi nesse contexto, conforme o relato, que começaram os pedidos de dinheiro. Ao todo, o homem afirma ter emprestado R$ 62 mil. Como garantia do pagamento, teria recebido duas notas promissórias assinadas pela devedora.

Antes que os títulos fossem protestados, a mulher teria prometido quitar o débito. O pagamento, porém, não teria ocorrido. Ainda segundo o denunciante, foram feitos sucessivos acordos, parcelamentos e até propostas para reduzir o valor da dívida, mas nenhuma das alternativas teria resultado na quitação.

Depois de várias tentativas de receber o dinheiro de forma amigável, o homem afirma que deixou de conseguir contato com a mulher. As ligações não teriam sido atendidas e as mensagens de cobrança não teriam mais sido respondidas. Somados, os valores mencionados nos dois boletins chegam a R$ 162.100.

 

Por Clara Farias

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