
A madrugada desta quinta-feira, para uma família de Campo Grande, vai ser uma despedida dolorida. Os parentes do campo-grandense Bruno Lima da Silva, 30 anos, vão velar o corpo dele, que foi encontrado morto ontem (6) na praça da República, em São Paulo (SP). Bruno estava há seis meses na capital paulista para cuidar do pai, que fez um transplante de fígado. A família suspeita que ele foi assaltado e depois espancado até a morte.
Devastado, o irmão da vítima, Roberto Filho, 27 anos, disse que o irmão foi visto pela última vez no dia 4 quando saiu da casa onde morava com o pai, no Bela Vista – região central de SP – para participar de blocos de pré-carnaval na Paulista.
A família acredita que o campo-grandense foi assaltado durante o evento. O pai, Roberto, 57 anos, chegou a receber mensagens de texto informando que o filho tentou fazer compras com o cartão de crédito, porém sem sucesso.
Para uma emissora de televisão de São Paulo, Roberto contou que procurou pelo filho em hospitais de São Paulo, mas foi no IML (Instituto Médico Legal) que as buscas se encerraram. O pai foi informado que o corpo – que apresentava sinais de espancamento - foi encontrado na praça da República.
Ainda segundo o pai, Bruno não estava com documentos ou celular, pois já havia sido vítima de assalto há alguns dias.
"Nós queremos justiça. É muito triste o que aconteceu com ele”, lamentou o irmão, que aproveitou para lembrar que Bruno era um rapaz muito amado por onde passava. “Tinha sorriso farto e era cheio de amigos”, diz.
O corpo deve chegar em Campo Grande, no mesmo voo em que o pai da vítima vem para acompanhar o funeral. O velório está marcado para começar por volta da 1h, no cemitério Parque das Primaveras.
Bruno trabalhava em um pet shop e completaria 31 anos no dia 26 deste mês. O laudo que deve apontar as causas da morte dele deve sair em até 90 dias.
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