Terça-Feira, 17 de Março de 2026

DATA: 20/06/2025 | FONTE: G1 MS Bolivianos fecham fronteira com MS para protestar contra reeleição do presidente Evo Morales Apesar do bloqueio, em Porto Quijarro parecia um dia normal com o comércio funcionando normalmente.

Bolivianos fecharam a fronteira entre Porto Quijarro e Corumbá desde a noite de terça-feira (20) para protestar contra a reeleição do presidente Evo Morales. Na manhã de hoje, a ponte sobre a linha internacional estava com cones e veículos pesados impedindo a passagem de carros.

O presidente do Comitê Cívico de Porto Quijarro, Marcelo Moreira Silva, afirma que o objetivo da manifestação não é derrubar o presidente.

"Estamos contra a população que quer a reeleição do presidente Evo Morales. Eles não estão respeitando a votação do dia 21 de fevereiro de 2016 em que a maioria queria uma nova eleição e ele anda buscando outras instâncias para que o favoreça e vá para terceira eleição", afirmou Silva.

Fronteira de Corumbá (MS) e Bolívia foi fechada pelos bolivianos que protestavam contra reeleição de Evo Morales (Foto: Reprodução/TV Morena)

Fronteira de Corumbá (MS) e Bolívia foi fechada pelos bolivianos que protestavam contra reeleição de Evo Morales (Foto: Reprodução/TV Morena)

Um turista brasileiro que passeava em Santa Cruz de La Sierra teve de andar alguns quilômetros para atravessar a fronteira. "Estava indo embora quando aconteceu isso tudo. Peguei um táxi e depois tive que andar uns dois quilômetros a pé e estou aqui agora", contou o turista.

Apesar do protesto, do lado boliviano, parecia um dia normal, diferente dos outros protestos. Isso porque poucos comerciantes aderiram à manifestação e mantiveram as lojas abertas mesmo com o pedido do presidente do Comitê Cívico.

 

A previsão era do protesto ser encerrado ainda nesta quarta-feira (21).

Mais de uma década de poder

 

Evo Morales celebrou 12 anos no governo boliviano, na última segunda-feira (22), e diante do Congresso deixou claro a decisão de permanecer no poder até 2025. Mas a maioria da população é contra a decisão do presidente de voltar a se candidatar nas eleições de 2019.

 

A oposição e as organizações civis se opõem ao desejo do mandatário de ser reeleito até 2025, depois que no final do ano passado foi favorecido por uma decisão do Tribunal Constitucional que deu aval à sua nova candidatura, apesar do resultado em um referendo popular que em 2016 o negou nas urnas essa possibilidade.

Presidente da Bolívia, Evo Morales, durante mensagem anual à nação perante a Assembleia Nacional, em La Paz (Foto: HO/Bolivian Presidency/AFP)

Presidente da Bolívia, Evo Morales, durante mensagem anual à nação perante a Assembleia Nacional, em La Paz (Foto: HO/Bolivian Presidency/AFP)

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