
O Paraguai quer aproveitar a prisão de Elton Leonel Rumich da Silva, 34, o “Galã”, para investir contra as células do PCC (Primeiro Comando da Capital) espalhadas no país vizinho, especialmente em Pedro Juan Caballero e Capitán Bado, na fronteira com Mato Grosso do Sul.
“Quando um chefe cai, logo outro assume, mas enquanto se reconfiguram, apresentam fraquezas”, disse hoje (28) o ministro Hugo Vera, chefe da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai.
Apontado como importante fornecedor de drogas para quadrilhas brasileiras e acusado de comandar o ataque que matou Jorge Rafaat Toumani em 2016, Galã foi preso ontem por policiais civis da Desarme (Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos) quando fazia uma tatuagem na perna direita em um estúdio no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro.
Hugo Vera afirmou hoje em entrevista a emissoras de rádio de Assunção que Galã chegou a ser preso pela Senad em Pedro Juan Caballero, antes da execução de Rafaat, mas a Justiça daquele país autorizou sua liberdade.
Apesar de ser apontado como o novo “capo” da fronteira, fontes policiais afirmam que Elton Leonel Rumich da Silva não conseguiu se estabelecer como sucessor de Jorge Rafaat.
A morte do narcotraficante desencadeou uma guerra pelo controle do tráfico de drogas e armas na Linha Internacional entre o departamento de Amambay e Mato Grosso do Sul e o próprio Galã virou alvo de outras facções criminosas.
Em julho do ano passado, homens armados com fuzis e pistolas atacaram uma boate que estava sendo inaugurada naquela noite em Pedro Juan Caballero. A boate seria do filho de Jarvis Gimenes Pavão, aliado do PCC.
Duas moradoras de Ponta Porã que se divertiam no local e dois bandidos brasileiros, seguranças de Galã, foram mortos pelos tiros. Elton teria sido ferido, mas conseguiu fugir e depois desapareceu de Pedro Juan.
Para se vingar, Galã teria, segundo a polícia paraguaia, ordenado o ataque que matou um menino de cinco aos de idade no dia 25 de outubro em Assunção.
William Giménez Bernal, 28, alvo do ataque e pai da criança, se matou atirando na própria cabeça ao ver o filho morto no carro. Segundo a polícia, Bernal teria participado do ataque à boate.
A PRISÃO DE GALÃ

Procurado no Brasil e no Paraguai. Apontado como novo “capo” do crime organizado na região de fronteira do Brasil com o Paraguai, Elton Leonel Rumich da Silva, de 34 anos, foi preso nesta terça-feira (27), no Rio de Janeiro quando, tranquilamente, fazia uma nova tatuagem na perna em estúdio do bairro de Ipanema no Rio de Janeiro.
Ele estava usando documento falso, mas também tinha mandado de prisão em aberto, segundo a polícia carioca. Apresentou a identidade falsa, porém os agentes, segundo divulgado, o reconheceram por já ter trocado informações sobre sua presença no local com o setor de inteligência da segurança flumimense.
A prisão foi feita por policiais Civis da Desarme (Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos). Conhecido como "Galã" na região de fronteira, Elton é apontado como um dos responsáveis pela morte em cena cinematográfica de Jorge Rafaat, executado no dia 15 de junho de 2016, aos 54 anos.
Elton Leonel Rumich da Silva é considerado, hoje, um dos principais fornecedores de drogas do Paraguai para as maiores facções criminosas do Brasil, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
"Galã" seria ligado diretamente ao grupo criminoso PCC, surgido em presídios de São Paulo, que está espalhado por todo o País, com forte presença em Mato Grosso do Sul. Ele teria, justamente, assumido o “espólio” de Jorge Rafaat, executado em Pedro Juan Cabalero, em uma emboscada na qual foi usada uma metralhadora calibre .50, capaz de derrubar aviões.
Também conhecido como Gallant, o traficante já havia sido preso diversas vezes com armas, munições e drogas. É tido, ainda, como aliado de Jarvis Chimenes Pavão, 48 anos, traficante concorrente de Rafaat, extraditado para o Brasil no fim de 2017, depois de uma longa negociação e sob forte esquema de segurança.
Execução com cena de cinema - O traficante Jorge Rafaat Toumani, executado na noite de 15 de junho de 2016, no Centro de Pedro Juan Caballero, cidade que faz fronteira com o Brasil por Ponta Porã. Ele foi alvo de disparos de armamento calibre .50, usado em táticas antiaéreas pelas Forças Armadas.
A arma estava acoplada na parte traseira de uma camionete Toyota Hilux SW4, onde estavam os executores do Rafaat. Como os seguranças do traficante e empresário que já foi condenado pela Justiça brasileira por narcotráfico reagiram, houve tiroteio e pessoas de ambos os grupos ficaram feridas. À época, a cena de guerra em que Rafaat foi morto foi comparada às da série Narcos, que trata da disputa entre cartéis do narcotráfico na Colômbia.
Com informações do G1/RJ.
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