Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026

DATA: 28/02/2018 | FONTE: Correio do Estado Piloto voava baixo sobre fazenda e perdeu controle durante chuva forte Aeronave não se estabilizou, deu três voltas e depois caiu de ponta

Testemunhas relataram ontem à Polícia Civil detalhes do acidente com aeronave que matou o piloto e pecuarista Danilo Carromeu Domingues, na zona rural do município de Brasilândia. Segundo o delegado Thiago Passos, responsável pelo inquérito, depoimentos apontam que o Beechcraft Bonanza V35B, prefixo PT - IEL, voava baixo e de forma instável durante chuva forte. 

As suspeitas recaem sobre as condições ruins do tempo, falha mecânica ou erro do piloto. Nesta manhã, equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), organização militar subordinada ao Comandante da Aeronáutica, chegam ao local para análise minuciosa que pode levantar informações sobre as causas da queda.

O delegado explicou que o avião estava regular e tinha plano de voo para o trajeto de Presidente Prudente (SP) a Coxim. Danilo havia saído do interior paulista com destino à sua propriedade rural em Rio Verde. Conforme apurado, o acidente foi registrado por volta das 10 horas, contudo, momentos antes, o piloto acionou torre de controle em Curitiba (PR), informando problemas.

Em seguida, caiu na região da Fazenda São José da Alvorada. A polícia, o Corpo de Bombeiros e a Força Aérea Brasileira (FAB) foram acionados, mas chegando ao local, constataram que a vítima estava morta.  O modelo de Beechcraft tinha autorização para voo até mesmo noturno. A manutenção (certificado de aeronavegabilidade) estava válida até 22 de maio de 2020.

Durante depoimento de testemunhas, o delegado foi informado que Danilo voava em baixa altitude, talvez por conta dos problemas ainda não identificados.

“Disseram que o avião balançava e aparentemente o piloto não conseguia estabilizá-lo. Ele deu três voltas no local [como se tentasse encontrar lugar apropriado para pouso], mas em seguida o avião desceu até atingir o solo”, disse.

Thiago Passos afirma que não é descartada também a possibilidade de que o tempo ruim tenha contribuído. “Ainda não sabemos se o piloto errou ou se houve falha mecânica", disse ele, lembrando que não foram encontradas peças espalhadas e não houve relatos de fumaça no ar. "Porém, é preciso considerar que chovia muito no momento”, completou.

Além do Cenipa e da delegacia local, a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deco) também vai participar das investigações, prestando auxílio na identificação das falhas, uma vez que se especializou em acidentes aéreos desde que deflagrou a Operação Ícaro, em 2015, para investigar manutenções irregulares e oficinas sem homologação da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac).

GALERIA IMAGENS - Fotos: Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

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