
O médico cardiologista José Carlos Dorsa Vieira Pontes, de 51 anos, um dos alvos da Operação Sangue Frio, que investigava a Máfia do Câncer, em Campo Grande, morreu em uma casa de massagem masculina, localizada na área central da cidade, no início da noite de ontem.
Ele teria chegado ao local bastante agitado e reclamando de dores da cabeça, conforme relato de atendentes. A Polícia Civil trabalha com as suspeitas iniciais de overdose ou até mesmo suicídio, já que não havia sinais de violência. O boletim de ocorrência foi registrado como "morte a esclarecer".
Conforme relatado, Dorsa passou mal em um dos quartos e os funcionários da casa acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar. Os socorristas tentaram reanimá-lo durante vários minutos, mas sem sucesso. Informações apontam que antes, o médico fazia uso de drogas e medicamentos com amigos, o que pode ter levado à morte.
O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) da Capital, onde análise constataram que não havia marcas de agressão. Por este motivo, não é descartada que tenha sido vítima de overdose ou suicídio por uso de medicamentos.
MÁFIA DO CÂNCER
Ex-diretor do Hospital Universitário, Dorsa foi um dos alvos da Operação Sangue Frio, deflagrada em março de 2013, envolvendo a Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU). Na época, foram encontradas irregularidades que levaram a prejuízo milionário por meio da contratação de empresas especializadas em procedimentos e serviços médicos, em nutrição, na aquisição de órteses e próteses, além de pregões irregulares.
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