
A Justiça do Paraguai condenou a 35 anos de prisão Sérgio Lima dos Santos, o bandido brasileiro que manejou a metralhadora calibre 50 usada para executar um dos mais lendários criminosos da fronteira, o também brasileiro Jorge Rafaat Toumani.
Apontado como “patrão” do crime organizado na Linha Internacional entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã (MS), Rafaat foi morto na noite de 15 de junho de 2016 em um ataque cinematográfico que contou com intensa troca de tiros entre os pistoleiros e seguranças do narcotraficante.

Sérgio Lima dos Santos (sentado) sendo algemado mês passado (Foto: La Nación)
A segunda etapa do julgamento foi realizada nesta sexta-feira (7) em Assunción, no Paraguai. Conforme o jornal ABC Color, em suas alegações finais, o promotor Marcelo Peccipediu sentença de 28 anos de prisão, além de outros 7 como uma medida de segurança, dada a forte evidência de que estavam monitorando o condenado na cena do crime.
Durante o julgamento, foi comprovado que o réu acabou ferido com um tiro no rosto durante o tiroteio e abandonado em um hospital na região metropolitana da capital paraguaia, onde foi preso. Todos os outros pistoleiros conseguiram fugir. Nove seguranças de Rafaat foram presos naquela noite e soltos semanas depois.
Além disso, outro fato que contribuiu a sentença é que Sérgio fez parte das forças da Polícia Militar no Rio de Janeiro e foi desmantelada em 2011. Com esses dados, combinado com outros elementos, foi possível provar conclusivamente que o atirador tinha conhecimentos técnicos suficientes para lidar com o rifle Metralhadora calibre .50 com a qual o homicídio foi cometido, uma vez que a van do traficante era blindada.
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