
Um comerciante, de 67 anos, foi executado no início da tarde desta quarta-feira (19) dentro de uma oficina em Ponta Porã, região de fronteira com o Paraguai. De acordo com a polícia, ele foi atingido por tiros de pistola e 23 capsulas foram encontradas no local.
As investigações apontam que três homens chegaram em uma caminhonete, dois desceram e efetuaram os disparos. A vítima estava sentada aguardando o concerto do carro. O homem é dono de um posto de combustíveis em Pedro Juan Caballero, onde foi registrado um sequestro na terça-feira (18).
Também na terça-feira, um jovem de 24 anos foi executado a tiros em Ponta Porã. Conforme o boletim de ocorrência, uma testemunha presenciou parte do crime e entrou em contato com a polícia, ressaltando que viu o momento em que "dois homens jogaram um corpo".
Levantamento do G1 mostra que em 2019 foram registrados 32 assassinatos na região de fronteira com o Paraguai, a maioria em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, 2 a mais que em 2018, quando foram executadas 30 pessoas. O mês de junho chama atenção, por ser o mais violento do ano com 15 execuções até a publicação desta reportagem.
A divisão de homicídios da Polícia Nacional diz que 90% das mortes estão relacionadas com o tráfico de drogas.
A avaliação é parecida com a da Polícia Civil, que vê uma intensificação das facções que agem na região. "Cada vez mais se observa uma luta por poder e espaço, os grupos que brigam pelo controle do tráfico aumentaram na região e estão mais diversificados", disse Clemir Vieira Junior, delegado regional Polícia Civil de Ponta Porã.
O Brasil registra uma queda de 23% nas mortes violentas nos primeiros quatro meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.
Somente em abril, houve 3.636 assassinatos, contra 4.541 no mesmo mês do ano passado. Já no 1º quadrimestre, foram 14.374 mortes violentas — 4,3 mil a menos que o registrado nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2018.
Os dados apontam que:
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Mortes mês a mês — Foto: Guilherme Gomes/G1
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